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quinta-feira, 19 de maio de 2016

As dores alheias

Eu aprendi com o tempo a lidar mais ou menos com as dores. Mais ou menos. A gente não aprende esse tipo de coisa por completo, nunca. Só deixa de sofrer quem morreu. De morte morrida ou para a vida. Continuo repetindo um rosário de penitências autoimpostas. Buracos no estômago, que evoluem para gastrites sentimentais, noites viradas do avesso, travesseiros sufocados, um olhar perdido no vazio à procura de respostas, um choro que desidrata a alma.

Já poderia ser Masterchef em superar tristezas, mas, sempre que passo por uma nova, sinto-me um principiante queimando miojo. A gente aprende um pouco porque a maioria das pessoas sofre as dores que todo mundo sofre. Somos previsíveis. Muitas lágrimas depois, muitas garrafas vazias depois, muita terapia depois, muito ansiolítico depois, muitos anos depois entendemos ao menos uma coisa: o sofrimento é essa coisa marota, que nos pega distraídos e não larga nosso pé por um bom tempo.

A diferença de quando eu tinha 20 anos para agora é que desenvolvi um protocolo para aliviar dores e decepções. Em pouco tempo passo por vários estágios do sofrimento. Negação, raiva, depressão, quando morro de pena de mim mesmo até que nossa convivência (meu eu racional e meu eu sofredor) se torna insuportável e eu resolvo jogar uma cordinha para que alguém me tire lá do fundo do poço. Em geral, em um mês estou pronto para mais. Porque sempre tem mais. A vida é uma sucessão de tombos numa corrida com obstáculos.

Tem um tipo de dor, no entanto, com a qual não aprendo a lidar. A dor dos outros. A dor de gente querida. É o sofrimento mais doído. Dói na gente mesmo que a gente não saiba onde, nem de que jeito, nem de que tanto. Quero arrancar aquela dor, falar a palavra certa, quero que meu abraço conforte, quero tomar as dores do outro para que alivie, passe mais rápido, que não doa tanto.

O choro do outro me desfaz, me deixa impotente. Quero dar amor, emprestar um pouco de fôlego, dar todas as minhas forças. Enquanto isso o outro se despedaça pelas dores que já senti, mas que doem mais ainda quando não sou eu quem sente.

Me entristece ver histórias de amor com fim, sonhos roubados, planos interrompidos, perdas irreparáveis, expectativas frustradas. A dor alheia me dói duas vezes. Pela incapacidade da ajuda imediata. Não adianta dizer que vai passar, que a vida é assim, que foi melhor dessa forma, que amanhã é um novo dia, que é melhor dormir, que tem que comer, que um banho vai ajudar, que seria bom deixar um pouco de sol entrar, que um passeio pode fazer bem.

A dor tem seu tempo de convalescença. Não convém apressar sua melhora. Apenas quero ter certeza de estar perto na hora em que a pessoa jogue sua própria cordinha e eu tenha forças para puxá-la. E que ela acredite quando eu disser que tudo vai ficar bem.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Carta aos Homens da Lei (Sr. Delegado)

Em um podcast recentemente ouvido por mim, Henrique Augusto Carvalho Soares, Tio do meu Amado, Brunno Eduardo Matos Soares, vitimado covardemente por marginais portadores de espíritos primitivos, pude ouvir um relato emocionado de um Delegado do Estado da Bahia, que em meio às lágrimas, relatava não mais suportar tanto empenho em cumprir o papel a que se dispunha, prender marginais, para no outro dia a Justiça os libertar. Talvez, eu nunca tenha me expressado tão diretamente sobre tal assunto. Abordagem que passa bem longe dos meus anseios que norteiam minha vida. Pra falar do que entendo por justiça, tenho convicção de que estou preparado. Quanto a discutir Código Penal, peço licença e me retiro. Porém, quando os males que assombram nossa sociedade bate em nossa porta e nos fere a alma, não podemos nos furtar da obrigação de denunciar. Tenho medo, como qualquer um, mas gosto de intitula-los como fobias, a citar: Engarrafamentos, altura, Lugares fechados entre outros. Mas não temo em pronunciar-me quando o assunto é dizer a verdade na qual acredito. E, sou raro. Com todas as letras, sou RARO, pois grande parte da humanidade não acredita mais em N A D A. Posso falar horas, sobre ética, respeito, direitos, deveres e amor ao próximo. Fui e ainda sou um excelente aluno dos meus pais que me ensinaram e continuam a serem meus exemplos de tudo isso. Não devo negar que depois do ocorrido com meu sobrinho, estamos todos vigilantes, juntando cada moeda para investir em nossa segurança domiciliar. E não é por paranoia. Foram fatos. Pois com uma semana do falecimento do Brunno, o pai dele, meu irmão, Rubem Soares, teve a fachada e os portões de sua residência alvejada por tiros acidentais desferidos pela Polícia à caça de assaltantes. Então Senhores, eu cuspo no Código Penal Brasileiro. As ações que quase todo Advogado persegue pra pegar são aquelas despropositais, sem nexo, sem sentido... Vazias.
Aliás, quando se trata de grana, o Nelson Rodrigues já a citava com muita sapiência, e dizia: "Dinheiro compra até amor verdadeiro". A pergunta que eu faria àquilo a que estou me referindo, não cabe aqui. Mas se eu tivesse minha casa invadida e com uma arma na boca fosse obrigado a fazê-la, perguntaria: Que valor financeiro ou qual justiça é capaz de reparar a dor de um pai diante de um quarto vazio? - Quanto vale o abalo emocional daquele dia, quanto vale a dor da alma, qual o preço do ferimento no espírito que não cicatriza? Quase todo pai diz: " Por um filho eu dou minha vida". Na nossa família, nós damos a vida uns pelos outros e, eu estou nessa. Por todo dinheiro do mundo eu não queria estar no lugar do meu irmão, mas sofro demais com tudo isso. Mas ele sabe o quanto eu o amo. Isso basta. E ninguém, ninguém mesmo vai mais tripudiar ou soltar os seus demônios, sem que esses sejam abatidos pelas forças que nos regem e nos alerta para que saiamos vencedores. Quase todos possuem limites, mas infelizmente chegamos ao copo cheio e mais uma facada, pode ser a gota d'água. Como esta carta é aberta, é pública, receba meus respeitos. Meus deveres, meus direitos

domingo, 17 de abril de 2011

Que porra é essa meu irmão?

Lembram aquela canção da Rita Lee? "Ai, ai meu Deus, o que foi que aconteceu com a música popular brasileira"... Pois é, num tempo não tão longínquo assim, as rádios tocavam Fagner, Ednardo, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença entre tantos outros. Claro que de vez em quando pintava uma bosta, mas fica até dificil lembrar, pois as outras opções mais politizadas rumavam de encontro a Mercedes Sosa, Chico Buarque, Pablo Milanés, Caetano, Silvio Rodriguez... Era um tempo em que forró atendia pelo nome de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro. Isso sem falar no Quinteto violado, Banda de Pau e Corda etc. Agora, puseram guitarra no forró, substituiram a Zabumba por uma Bateria elétrica e, bundas rodopiam num palco cheio de luzes sem brilho. E seguimos lamentando essa penetração fútil de um gosto ruim que vai descaradamente alicerçando o mau gosto. Ela vai de Calcinha Preta, toma um Mastruz com Leite, pega um Avião e se transforma numa Garota Safada a cantarolar mais uma faixa daquele CD interminável. São uns verdadeiros rituais as chamadas turnês dessas porcarias. O visual apelativo das moças "dançarinas" em nada contrasta com as da platéia, talvez pensativas as mocinhas sonham um dia estarem lá em cima. É a adrenalina sexpop, muita sensação e nada de emoção. E agora, o que é pior, com o mercado abarrotado de "Piratas", seguimos para a degradação da MPB. Não tem como fugir, fingir que não se ver. Experimente pegar aquele fone de ouvido que estar sendo usado pelo seu filho e ouça o que sai dalí. Fatalmente você irá dizer: Que PORRA é essa meu irmão?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mazelas

Querer viver, continuar sobrevivendo com as mazelas do mundo, das pessoas e porque não dizer das minhas também. Porém é hora de nem vitimar, nem dividir com ninguém. O tempo urge e me pede pressa. Na vida, já perdi muitas vezes e já ganhei tantas outras. Deus tem me presenteado demais. É hora de voltar os olhos mais profundamente pra essas coisas. Valorizar bem mais o amor dos que me amam incondicionalmente. Esquecer e não sofrer por aqueles que me traem. As mazelas do mundo são compostas de pessoas de coração duro, infelizes, fadadas às mentiras e a alta corrupção. Normalmente pessoas assim vivem em vários mundos ao mesmo tempo. Não sabemos o que acontece atrás dos muros dos Conventos. Quase, aqui, não pagam preço nenhum para viverem o que suas cabeças doentes lhes permite. Porque a dissimulação justifica o pseudo sacrifício de a qualquer preço conseguirem seus intentos. Dormem serenamente para amanhã começarem mais um dia a executar a Lei do Gerson. Os jogos de interesses, alicerçado pela falsidade e deslealdade, tem ditado as normas do comportamento de uma sociedade cada vez mais doente. Não era bem um texto destes que eu gostaria de escrever, mas se assim não fizesse, minhas mazelas certamente aumentariam de tamanho. É pra não fazer parte desse grupo, que me dispus desde muito cedo a pagar o preço de ser eu mesmo, com todos os defeitos e qualidades que Deus me permitiu. Extirpar os mal intencionados, maléficos enganadores dos homens de bem, é uma missão quase que impossível. Eles se escondem atrás do que sabem fazer de melhor; enganar a boa fé daqueles que chamam de inteligentes e idiotas ao mesmo tempo. Não tenho pena dos maléficos, mas confesso que ainda sofro um pouco com o muito que fazem a si e ao seu próximo. Mas pra tornar mais leve isso aqui, finalizo dizendo que os responsáveis pelas mazelas do mundo. da família e de tudo, não tem consciência do que fazem.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

De onde vem a Lei de Murphy?

leiiii

Vocês já repararam que, quando algo dá errado em nossa vida, costumamos atribuir à culpa desse fato a Lei de Murphy? Imagine que, você tem uma prova na sua escola e, justamente nesse dia, o ônibus quebra, sua carona não aparece e, para piorar, chove. Ou então você está a caminho de uma reunião de trabalho importantíssima e , logo nesse momento, o trajeto que você está acostumado a seguir encontra-se tomado por um congestionamento.

Qual a nossa reação diante de situações como essas? Alguns respiram fundo e não se deixam abalar pelas dificuldades diárias. Outros preguejam contra a humanidade e acham que são as pessoas mais azaradas do mundo. No entanto, ainda que as pessoas possuam diferentes reações, não há quem nunca tenha jogado a culpa na temida Lei de Murphy.

Que a Lei de Murphy está diretamente ligada a fatos negativos, inesperados e azarados, todos sabem. Mas você sabe de onde provém essa irritante lei que afirma que tudo que pode dar errado vai dar errado? A Equipe do Yahoo! Respostas vai contar para você.

A máxima foi fundamentada pelo capitão da Força Aérea Americana Edward Murphy, em 1949, em uma experiência sobre os efeitos da desaceleraçao rápida em pilotos de aeronaves. Para a realização desse teste, ele construiu um equipamento que registrava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos. Em um determinado momento, precisou consertar um problema no equipamento e viu que todas as conexões estavam instaladas de maneira incorreta. Nesse momento, ele formulou a teoria que afirma que os indivíduos sempre optam pelo jeito errado de construir determinado equipamento se houver duas maneiras diferentes de fazê-lo. Diante dessa epifania, não demorou até que o conceito da Lei de Murphy se popularizasse como uma lei universal.

Justificativa do Azar

Já passou pela sua cabeça que talvez tenha ocorrido não apenas uma popularização da Lei de Murphy como também uma pasteurização do conceito? Afinal, costumamos enfatizar os fatos negativos que ocorrem em nossas vidas tomando como justificativa a expressão. E, quando realizamos algo de bom, muitas vezes nem damos tanta importância.

Estudiosos afirmam que a lei captura nossa imaginação, tirando vantagem da nossa tendência de enfatizar o que é negativo e não enxergar o que é positivo. Sendo assim, toda vez que algum fato desagradável ocorre, associamos o acontecimento à expressão.

É importante sabermos que é natural nem tudo sair como se espera. No entanto, não há nada que vença a força de um pensamento positivo, nem mesmo as leis universais.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Assim caminha a humanidade

Nos meus quase 46 anos a serem completados em 10/10/10, percebo o quanto sem querer mas forçosamente, fui quase que me adaptando às mudanças das últimas décadas. Poderia dizer que com o advento da informática, muito perdemos, muito ganhamos. Não é fácil dormir com um mundo de informações na nossa sala, não é fácil dormir sem um mundo de informações na nossa sala. Houve uma mudança de comportamento quase que radical de nossa sociedade em decorrência das facilidades de "comunicação" via ferramentas hoje disponibilizadas no mercado e acessível a quase todos nós. Sou adepto de todas essas ferramentas, mas não posso negar que o celular, o notebook com todos os seus programas, os lexotans e antidepressivos da vida, são tudo farinha do mesmo saco. Não há, não haverá educação para o uso de tudo isso com precaução e estabelecimento de limites. Desgraçadamente percebo que quem muito poderia fazer pelo seu próximo, até por ter feito opção outrora por isso, também está ansioso. Numa busca incessante de informações, muitas vezes mais de cunho egoísta, que termina sem ter respondido a quase nada, seguimos dia a dia entrando e saindo do mundo paralelo que nos vicia muito mais a ele distanciando-nos muito mais do que um dia foi mais vida. É antagonico a realidade de nossos dias informatizados (informados) quando confrontados com nossas qualidade de vida. Já não é normal casa sem Ansiolíticos. O tabu da Psiquiatria ainda existe, idiotamente, persiste. Usar ansiolíticos não passou a ser uma coisa normal, não precisou ser derrubado nenhum preconceito. Eles simplesmente vieram, foram propagandeados, surtem efeito e como dizem outros: PEGARAM. Pegaram de tal maneira, que ao chegar numa emergência de algum hospital, o paciente se queixa de enxaqueca, o Médico coça a cabeça e antes de qualquer coisa, prescreve: Ansiolítico. Braço quebrado, ansiolítico. Pra tudo: Ansiolítico. Considerando que o preconceito à Psiquiatria caiu em muito, os médicos Psiquiatras tem sofrido muito mais que antes, visto que os pacientes depois da primeira receita não voltam mais. Ou seja, passam a ser "Médicos" após uma única consulta. Mas vão se aprofundando, e ao final de um ano já escalam um time inteiro dos tarjas pretas e dos tarjas vermelhas. Quando falo em antagonismo, na verdade, quero dizer que mais informações, menos entendimento. Isso certamente não é uma verdade absoluta, é pura observação particular. Pergunte àquela pessoa que entrou as 07.00h da manhã na NET e saiu as 17.00, o que foi que ela fez esse tempo todo. Garanto que ela não lembrará 80% por onde andou. Tirando poucas coisas, eu também estou assim. Mas mais do que tudo isso, o que mais atormenta boa parte de nós todos é sentirmos que não nos escandalizamos mais com quase nada. Talvez por isso fiz questão de citar minha idade. Quem sabe o que escandaliza nossos jovens, com que eles ficam espantados, quais são os seus medos? Ou ainda, será que eles um dia sentirão saudades? Sinceramente, eu não sei. Mas quem sabe a saudade futura será uma bem diferente daquelas ligadas às coisas mais simples que nos trouxeram até aqui. Será mais pobre cheia de vazios por causa de uma calçada com cadeiras que não se ver mais.

sábado, 10 de julho de 2010

HIPOCRISIA II



Hipocrisia é achar sempre que os erros dos outros são intoleraveis e os seus compreensiveis.
Hipocrisia é exigir perfeição das pessoas, mas irar-se quando se é repreendido pelos seus erros.

Hipocrisia é sempre enxergar os defeitos alheios, mas nunca se propor a consertá-los

Hipocrisia é falar mais do que é capaz de fazer.

Hipocrisia é um coração pesado, incapaz de avaliar seus proprios sentimentos.

Hipocrisia é se colocar sempre acima dos outros.

Hipocrisia é usar uma máscara feita de diamentes para encobrir o rosto cheio de espinhas.

Hipocrisia é uma falsa humildade, que se desfaz no primeiro confronto.

Que saber se você é um hipocrita? imagine um mundo cheio de cópias suas e pense se esse mundo seria melhor..

Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.


Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.


Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor (Mateus 23 13-15)


Bishop

HIPOCRISIA

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.
O cientista cognitivo Keith Stanovich fez uma carreira do estudo da hipocrisia. Ele a vê como surgindo da incompatibilidade de tais coisas como o interesse próprio e os desejos com crenças de ordem mais alta na moralidade e na virtude. As únicas pessoas que não são hipócritas são a minúscula e talvez não-existente minoria que é tão santa que nunca se entregam a seus instintos mais básicos e o grupo maior que nunca tenta viver segundo os princípios da moralidade ou virtude. Ele dessa forma defende que os hipócritas são na verdade a classe mais nobre das pessoas.
François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.

[editar] Hipocrisia e religião

Já que a prática da religião não se dá fora do contexto humano, ela tem exemplos de hipocrisia e não se pode dizer de nenhuma religião que é imune a ela. O escândalo dos chefes da Igreja Renascer, detidos e a cumprir pena nos E.U.A., é um exemplo.
Durante o reino do governo teocrático Talibã havia numerosas denúncias relacionadas a comportamentos hipócritas realizados pelos regentes do Talibã ao mesmo tempo que puniam outros pelo mesmo comportamento.
O Novo Testamento do Cristianismo refere-se especificamente aos hipócritas em vários lugares, em especial quando representando de maneira caricatural a seita dos fariseus, como por exemplo, o Evangelho de Mateus capítulo 23, versículos 13 a 15:
" Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.”
No Zen Budismo, o San Francisco Zen Center forçou seu abade Zentatsu Richard Baker a se demitir nos anos 1980 devido a acusações envolvendo, entre outras coisas, comportamento hipócrita.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Assim caminha a humanidade...

A Justiça determinou a divisão do prêmio de R$ 27,7 milhões da Mega-Sena, que saiu para um bilhete de Joaçaba (SC), em setembro de 2007. A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em segunda instância, foi determinada nesta quinta-feira (2). Cabe recurso.

O prêmio do concurso 898 da Mega-Sena estava acumulado em R$ 55,5 milhões e saiu para duas apostas, uma de Rondônia e a outra de Santa Catarina. A metade desse valor é disputada por um empresário de Joaçaba e Flávio Biassi, seu ex-funcionário.

Biassi acusa o ex-patrão de ter roubado seu bilhete premiado. Um familiar dele contou ao G1 que o jovem teria dado R$ 1,50 e escolhido os números para que o patrão fizesse a aposta. Informalmente, teriam combinado de repartir o dinheiro se os números fossem sorteados.

Ainda de acordo com os familiares de Biassi, no dia seguinte ao sorteio, o empresário teria ido à casa do rapaz para comemorar e confirmou ao pai do jovem que os números escolhidos por Biassi tinham sido sorteados. Segundo o parente de Biassi, várias testemunhas ouviram o homem afirmar que eles ganharam o prêmio juntos. Essa versão é contestada pelos advogados do empresário.

Em primeira instância, o juiz entendeu que o prêmio deveria ser dividido entre os dois. Agora, o TJ confirmou a sentença. O advogado do empresário disse que vai recorrer.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Parabéns

Parabéns
De: henrique augusto carvalho soares (hacsoares@hotmail.com)
Enviada:
quinta-feira, 25 de setembro de 2008 17:28:00
Para:
balancogeraltvcidade@hotmail.com



Considero-me um crítico ferrenho de nossas coisas, mas isso não é a toa, somos preguiçosos. Sabe aquele doce de buriti ? vem do piauí. Aquela água de coco, vem do Ceará. E assim por diante. É triste! - Nossa programação local, horrível. Mas tive que me render ao "Balanço Geral". Confrontei o formato do programa ao o que antes era exibido pela rede e o resultado foi uma diferênça de qualidade estonteante. Por isso parabenizo a Produção e os apresentadores. Torço para que não hajam mudanças e/ou interferências de terceiros, a fim de não prejudicar a audiência. torço também para que a Rede Record não tenha acesso ao programa para que não corramos o risco de perder essa equipe que certamente são excessões ou não são maranhenses. Um abraço e desculpas pela sinceridade.

Henrique A C Soares

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Dez transtornos de Personalidade


A última edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) apresenta dez transtornosde personalidade. À exceção do tipo narcisista, todos encontram-se, em essência, também na classificação internacional CID-10. Em certo sentido, a categorização é artificial. Os sintomas muitas vezes se sobrepõem, o que em geral conduz a diagnósticos múltiplos. Ainda assim, para oferecer uma idéia da amplitude desses distúrbios, é possível destacar alguns.

Anti-social: desconsideração com o outro e violação de direitos.
Boderline: instabilidade nos relacionamentos interpessoais e nos afetos, acentuada impulsividade.
Histriônico: emotividade excessiva e busca de atenção.
Narcisista: necessidade crônica de admiração e falta de empatia.
Paranóide: desconfiança e suspeita constante em relação aos outros.
Esquizóide: distanciamento dos relacionamentos sociais, expressão emocional restrita.
Esquizotípico: desconforto agudo nos relacionamentos íntimos, comportamento excêntrico.
Esquivo: inibição constante e hipersensibilidade a críticas.
Dependente: submissão, necessidade excessiva de proteção e cuidados.
Obsessivo compulsivo: perfeccionismo constante com organização e controle.

Pretendo abordar cada um dos transtornos em outra oportunidade.

domingo, 20 de abril de 2008

Almas em Desassossego....



Sempre fui um amante de muitas coisas, e entre elas está o estudo do Comportamento. Tudo isso data de muito cedo. Acreditem que até hoje não descobri em mim a razão para ao mesmo tempo em que me apaixono, recear o amor... Talvez o fato de amar é tão grandioso que chega a fazer-me um "mal" ou um bem tão grandioso que meu cérebro louco não liquidifica muito bem e faz com meu corpo físico entre em erupção somatizante, abatendo-me o que pouco de pele me resta. Talvez, não tenha eu deixado tão claro o que sucede comigo, talvez eu esteja não tão bem assim. Passei de uns trinta anos pra cá a colecionar palavras e/ou expressões que não gosto. E não passei a colecionar por conta própria, mas sim por razões outras que não é oportuno colocar aqui agora. Como colher de chá cito algumas:
- CLIMA, TENSÃO, POTENCIALIZAÇÃO DE PROBLEMAS, RAIVA, HIPOCRISIA etc... Substituí-las por outras que tornam mais fácil meu trabalho diário como curioso da área comportamental. Digo curioso, porque não tive coragem de encarar a UFMA até o final do Curso de Psicologia para tornar-me Doutor. Se o tempo voltasse a única coisa que eu faria diferente em relação a isso, seria não fazer aquele Maldito Vestibular em que eu roubei a vaga de alguém. Também não teria que ficar ouvindo a vida toda minha Mãe dizer: "Viu só, não quiseste acabar o Curso". E quando fico calado prá essas chamadas de atenção, sei no íntimo que estou desempenhando meu papel de Psicólogo do senso comum. Pois bem, queridos, acabei de assistir a entrevista do "Pai" e madrasta da Isabela, e nem um de vocês ficaram com dúvidas ou ficaram? De um lado um "homem" atônito, repetitivo e perdido; do outro lado uma "mulher" carregada até o gogó de mágoas, remorsos e medos. A expressão mais usada por esse Senhor foi: "Eu não entendo", "É isso que eu não entendo". Eu diria: Eu também não entendo. Não sou Psicólogo, e os que conheço também não entendem. Talvez quem sabe isso sirva de atenuante para ele. Por parte dela identifiquei o remorso e o arrependimento retratado nas lágrimas verdadeiras. Se não sou Psicólogo, saibam que Direito é uma área que jamais faria. Portanto nenhuma insinuação de Advogado, ainda mais do Diabo. O que é certo ou mais do que certo é que uma única explicação "iluminaria" as dúvidas. São mentes em desassossego ou em espasmos de desassosego. Faltou vigilância, mas não no prédio, mas na alma, no Espírito. Se traçassemos um exemplo através de um desenho onde puséssemos a desenhar uma vila, certamente as casas não teriam muros. Tudo porque quando nos pomos a escrever, desenhar colocamos no papel a revelação do nosso melhor inconsciente. No meu desenho não tem muro, porque minha alma, meu espírito só delimita fronteira entre o bem e o mal. Não são senão nossas almas que precisam de presente vigilância. É certo dizer que quem mata também ama, mas não diria que quem ama mata o ser amado. Mas se assim o faz, necessariamente idendificamos o desassossego Espiritual. Porque a consciência que nos cobra e que sabe nossa verdade não entra em desassossego jamais. É uma implacável agenda acionada sem nossa permissão, a nos cobrar a remissão que certamente virá em mais um "mistério" assinado por Deus, e em uma pena imputada pelo Homem. Valerá a pena saldar os débitos. Sempre é todo dia.

Frios e Dissimulados (Por VEJA)


O "monstro" que matou a menina Isabella e que seu pai, Alexandre Nardoni, em carta divulgada à imprensa, prometeu não sossegar até encontrar estava, afinal, diante do espelho. E a mulher, que também em carta afirmou ser a criança "tudo" na sua vida, ajudou a matá-la com as próprias mãos. Tal é a conclusão a que chegaram os responsáveis pelo inquérito policial que apura o assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, ocorrido no dia 29 de março. A polícia está convencida de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá combinaram jogar Isabella pela janela na tentativa de encobrir o que supunham já ser um assassinato. Para os investigadores, Anna Carolina Jatobá asfixiou Isabella ainda no carro, no trajeto entre a casa dos pais dela e o apartamento da família. A menina ficou inconsciente e o casal achou que ela estava morta. Na sexta-feira, vinte dias depois da morte de Isabella, Nardoni e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso e co-autoria de homicídio. A investigação que culminou no indiciamento do casal foi realizada por investigadores do 9º Distrito Policial de São Paulo. Ela não ficou a cargo da Delegacia de Homicídios porque se achou por bem manter no caso os policiais que a iniciaram. Com isso, ganhou-se em precisão. "Fizemos um trabalho sem pressa e sem pressão, privilegiando o aspecto técnico do caso", diz o delegado Aldo Galiano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Não se sabe ainda o que motivou o crime, mas é certo que a brutalidade a que Isabella foi submetida no dia de sua morte teve início mais cedo do que se pensava até agora. Por volta das 21 horas do dia 29 de março, poucas horas depois de Nardoni e a mulher, aparentemente tranqüilos, terem sido filmados com os filhos fazendo compras em um supermercado de Guarulhos, a família compareceu a uma festa no salão do prédio onde moram os pais de Anna Carolina. Isabella correu e brincou na companhia de outras crianças, conforme imagens registradas por uma das dezesseis câmeras instaladas no edifício. Em determinado momento, como disseram à polícia testemunhas presentes à festa, a menina fez algo que enfureceu o pai. Nardoni, então, gritou com ela e lhe deu um safanão. Isabella caiu no chão e começou a chorar. Nesse momento, Nardoni, segundo as testemunhas ouvidas pela investigação, disse à filha: "Você vai ver quando chegar em casa". A ameaça começou a ser cumprida já no carro. No assoalho e no banco de trás do Ford Ka de Nardoni, a polícia encontrou marcas de sangue compatíveis com o de Isabella. Segundo os investigadores e os peritos, ela foi espancada e asfixiada pela madrasta no interior do veículo. Como sangrava ao chegar ao prédio, o casal usou uma fralda de pano para embrulhar e levar a menina desacordada até o apartamento, evitando, assim, que o sangue pingasse no chão da garagem e do elevador. No apartamento, o casal discutiu sobre o que fazer com Isabella. Por acreditarem que ela estava morta, ambos chegaram à decisão de simular um assassinato cometido por um invasor. O rosto sujo de sangue da menina foi limpo com uma toalha. Nardoni, então, cortou a tela de proteção da janela de um dos quartos e arremessou a filha para a morte. Quando foi lançada, Isabella estava viva, em estado de letargia por causa da asfixia sofrida no carro. Em seguida, o casal deu início a seu espetáculo de frieza e dissimulação. lexandre Nardoni, de 29 anos, sempre teve uma vida confortável. Quando era estudante de faculdade, tinha um Vectra último modelo, comprado pelo pai, e uma moto esportiva Honda CBR 900 RR (hoje avaliada em 60 000 reais). Era dono de uma concessionária de motos e fazia estágio no escritório do pai, o advogado tributarista Antonio Nardoni. Apesar de ter se formado em direito em 2006 pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, Nardoni ainda está impedido de exercer a advocacia, já que fracassou nas três tentativas de passar no exame da OAB: em abril e em agosto de 2007 e em janeiro deste ano. Em todas as ocasiões, foi reprovado ainda na primeira fase das provas. Nardoni se apresentava como "consultor jurídico" e dizia trabalhar no escritório de Antonio Nardoni, localizado no bairro de Santana, Zona Norte de São Paulo. Mas tanto funcionários do prédio onde fica o escritório quanto um vizinho de porta do advogado afirmaram nunca ter visto Alexandre Nardoni por lá. Amigos dizem que o sustento do rapaz e de sua família ainda provinha do pai. O apartamento na Zona Norte de São Paulo em que Nardoni morava com a mulher e os dois filhos – com três quartos, piscina, sauna, quadra poliesportiva e sala de ginástica, avaliado em 250.000 reais – também foi presente de Antonio Nardoni.

Na época em que Alexandre Nardoni começou a namorar Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella, tinha 21 anos de idade e fama de "filhinho de papai", como dizia, em tom jocoso, a mãe de Ana Carolina, Rosa Maria Cunha de Oliveira, que no princípio não aprovou o namorado da filha. Três anos depois, durante a gravidez de Ana Carolina, Nardoni entrou na faculdade e conheceu Anna Carolina Jatobá, com quem passou a manter um romance paralelo. Em depoimento à polícia, a mãe de Isabella afirmou que a relação com Nardoni terminou em 2003 porque ela "teve a certeza e a convicção" de que o namorado a estava traindo. Com a madrasta de Isabella, Nardoni sempre teve uma relação tumultuada. Amigos e vizinhos relatam episódios de ciúme e agressão entre os dois. Se Nardoni tinha fama de briguento, Anna Carolina é freqüentemente descrita como "esquentada". Algumas vezes, era ela quem começava a bater no marido, segundo afirmaram à polícia vizinhos do prédio em que o casal morou antes de se mudar para o edifício em que Isabella morreu. Anna Carolina, ela própria, não vinha de uma família que se poderia chamar de harmoniosa. O pai, Alexandre Jatobá, responde a nove processos na Justiça (a maioria por não pagamento de dívidas e um por furto de energia). Em duas ocasiões, em 2004 e 2005, a própria Anna Carolina prestou queixa à polícia contra o pai por lesão corporal, injúria e ameaça. Um ex-empregado de uma loja de carros que Jatobá teve em Guarulhos descreve o ex-patrão como "um homem muito nervoso".

Em depoimento à polícia, Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella, disse que a filha nunca reclamou de maus-tratos por parte do pai ou da madrasta. Mas falou de dois episódios que sugerem que o casal, ao menos por duas vezes, maltratou seus dois filhos. Ambos teriam sido relatados a ela por Isabella. O primeiro dá conta de que Anna Carolina, em meio a uma discussão com o marido, motivada por ciúme, "jogou sobre a cama" o filho Cauã, de 11 meses, antes de partir para cima de Nardoni, furiosa. A criança teria começado a chorar e Isabella a acudiu. No outro episódio, Nardoni teria suspendido o filho mais velho, Pietro, de 3 anos, no ar e o soltado no chão, como forma de repreendê-lo por ter beliscado Isabella. Ainda que tenha presenciado esses episódios, Isabella não se sentia mal ao lado do pai e da madrasta. Mesmo pessoas ligadas à família de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina, concordam que Isabella gostava do pai e da madrasta e afirmam que ela pedia para ser levada à casa deles. Isabella tinha especial afeição por Pietro, que estudava na mesma escola que ela.

Dois dias antes de Isabella morrer, a pedido dela, Pietro foi pela primeira vez à casa da irmã. Foi a avó materna da menina, Rosa Maria Cunha de Oliveira, quem contou o episódio a uma amiga. "Rosa disse que a Isa havia ficado muito feliz com a visita do irmãozinho", relata a amiga. Inicialmente, contou Rosa a ela, o pai da menina não queria permitir a visita, mas, diante da insistência de Isabella, concordou com o pedido e Pietro passou o dia na casa da irmã. Lá, sob a supervisão de Rosa, as duas crianças comeram pizza e brincaram. Isso aconteceu na quinta-feira. No sábado, Isabella foi morta. Pelo que foi possível reconstituir do crime até agora, a polícia acredita que Pietro assistiu a boa parte dos episódios que resultaram na morte da irmã. A delegada Renata Pontes, assistente no inquérito que investiga o caso, queria ouvir o menino, mas o Ministério Público foi contrário à idéia.


Ao longo do inquérito que investiga o assassinato de Isabella, a delegada Renata acabou ficando próxima de Ana Carolina Oliveira, que lhe telefona todas as noites para saber do andamento das investigações sobre a morte da filha. Nessas ligações, Ana Carolina, que poucas vezes foi vista chorando em público, cai freqüentemente em prantos. Sua mãe, Rosa, contou na semana passada à mesma amiga que chegou a sair de casa um dia desses por não suportar assistir ao sofrimento da filha, que chorava compulsivamente enquanto recolhia objetos de Isabella pela casa. "Ela disse que Ana Carolina apanhava coisa por coisa: até uma presilha da menina que estava caída na garagem", disse a amiga. Rosa contou ainda que se sente aflita pelo fato de Ana Carolina "não se abrir com os pais e os irmãos". "Ela disse que a filha não comenta o que está acontecendo ou o que está sentindo. Fala só de coisas do passado: lembranças de festas de aniversário de Isabella, dos momentos que elas passaram juntas."

Ana Carolina, que é bancária, já voltou a trabalhar. Por iniciativa da sua chefia, ela foi temporariamente afastada dos serviços de atendimento ao público e está incumbida de atividades administrativas. Entre 2004 e 2006, a mãe de Isabella estudou na Universidade Nove de Julho, onde se graduou no curso de formação específica em administração de recursos humanos. Durante o curso, além de trabalhar em empresas da área, ela vendia roupas e bijuterias para reforçar o orçamento. No início da manhã de sexta-feira, data em que Isabella completaria 6 anos de idade, Ana Carolina visitou o túmulo da filha pela primeira vez.

A polícia tenciona pedir a prisão preventiva de Nardoni e Anna Carolina. Se condenados ao final do processo, a morte de Isabella não será a única e aterradora culpa que carregarão. Eles são pais de duas crianças, cuja vida estará para sempre marcada pelas cenas a que elas – muito provavelmente – assistiram aterrorizadas.

O CRIME PASSO A PASSO:

FATO: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acompanhados dos dois filhos e de Isabella, participaram de uma festa no prédio onde moram os pais de Anna Carolina, em Guarulhos. A comemoração se deu por volta das 21 horas no salão de festas. Em dado momento, Nardoni se enfureceu com o que seria uma má-criação de Isabella. Gritou com ela e lhe deu um safanão. A menina caiu no chão. Ainda nervoso, ele disse à filha chorosa: "Você vai ver quando chegar em casa"

EVIDÊNCIA: câmeras do prédio dos pais de Anna Carolina registraram imagens de Isabella brincando na festa. A agressão de Nardoni foi presenciada por convidados que prestaram depoimento à polícia.

FATO: já no carro, de volta para casa, Nardoni e Anna Carolina começaram a espancar Isabella. A madrasta asfixiou-a a ponto de a menina desmaiar. Quando chegaram ao prédio, Isabella sangrava. O casal embrulhou a menina em uma fralda de pano para evitar que o sangue pingasse no trajeto até o apartamento

EVIDÊNCIA: a convicção de que Isabella já subiu ferida se deve ao fato de a perícia ter detectado marcas de sangue no carro de Nardoni. O DNA do sangue é o mesmo de Isabella. Também foram encontrados no carro fios de cabelo da menina com bulbos. Isso significa que ela teve os cabelos puxados com força. O tamanho das marcas no pescoço de Isabella é compatível com o das mãos de Anna Carolina. A polícia encontrou a fralda que foi usada para envolver a menina lavada e pendurada no varal do apartamento – mas ainda foi possível encontrar vestígios de sangue.

FATO: o casal entrou em casa com Isabella no colo de Nardoni. O sangue começou a pingar já no hall do apartamento

EVIDÊNCIA: a perícia detectou marcas de sangue de Isabella em vários lugares: no hall, na entrada do apartamento, no corredor, no quarto da menina e no quarto dos irmãos. Também havia sinais de sangue na sola do sapato de Anna Carolina

FATO: Anna Carolina e Nardoni iniciaram uma feroz discussão. Decidiram, então, simular um crime cometido por um suposto invasor. A polícia não encontrou indício nenhum da presença de um terceiro adulto no apartamento

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram à polícia ter escutado gritos e palavrões proferidos por Anna Carolina.

FATO: com uma faca e uma tesoura, Nardoni cortou a tela de proteção do quarto dos meninos. Antes disso, limpou com uma toalha, que depois foi lavada, o sangue que escorria de um corte na testa de Isabella

EVIDÊNCIA: a perícia encontrou resíduos de tela na roupa que Nardoni usava naquela noite e vestígios do sangue de Isabella na toalha lavada e pendurada no varal.

FATO: Nardoni jogou a filha pela janela

EVIDÊNCIA: a perícia concluiu que é do seu chinelo a pegada encontrada no lençol da cama próxima à janela. Ele apoiou um dos pés na cama para lançar a filha. O buraco está a 1,60 metro de altura do chão, altura aproximada de Anna Carolina. A perícia concluiu que só alguém mais alto do que ela, como Nardoni, teria força suficiente para erguer Isabella, que pesava 25 quilos e media 1,13 metro de altura, até o buraco na tela.

FATO: assim que Isabella caiu, Anna Carolina telefonou para o pai. Em seguida, Nardoni ligou para o seu e só então desceu para ver a filha caída

EVIDÊNCIA: os registros das ligações feitas pelo casal mostraram que não houve tentativa de pedir socorro médico. O resgate foi solicitado por vizinhos.

FATO: Anna Carolina desceu em seguida, com seus dois filhos, e começou a gritar que o prédio não tinha segurança. Dirigiu palavrões a todos à sua volta e chamou o marido de "incompetente"

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram a cena em depoimento à polícia.

FATO: os bombeiros chegaram e tentaram reanimar Isabella. A menina foi declarada morta a caminho do hospital.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Minha hora está chegando prá falar sobre mais uma loucura

ANDRÉ CARAMANTE
da Folha de S.Paulo

Para a Polícia Civil de São Paulo e para o Ministério Público Estadual não há mais dúvidas: a menina Isabella Nardoni, 5, foi atirada do sexto andar do Edifício London, na noite de 29 de março, por seu pai, o estagiário de direito Alexandre Alves Nardoni, 29.

Com base em dados preliminares elaborados por peritos do IC (Instituto de Criminalística) e de legistas do IML (Instituto Médico Legal), os delegados e investigadores do 9º DP (Carandiru) responsáveis pelo esclarecimento do assassinato da criança também têm outra convicção: Nardoni jogou a filha do seu apartamento após a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, ter tentado asfixiá-la.
Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo
Nas próximas horas, os responsáveis pelo caso pedirão à Justiça a prisão preventiva do casal. O juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Fossen, o mesmo que decretou no começo do mês a prisão temporária --por 30 dias-- de Nardoni e de Anna, será o responsável pela análise do pedido da preventiva, já com base nas individualizações das ações de cada um na morte de Isabella.

Para peritos, legistas, investigadores e delegados, as agressões de Anna contra Isabella naquela noite de 29 de março fizeram com que ela desfalecesse, passando a impressão de que ela havia morrido. Na seqüência, ainda na interpretação dos responsáveis pelo caso, Nardoni a jogou pela janela e começou a tentar simular a invasão de seu apartamento.

Até o final da tarde desta terça, o advogado do casal Marco Polo Levorin não havia sido localizado pela reportagem para manifestar-se sobre a individualização do crime, segundo a polícia.

O relatório que a polícia irá apresentar à Justiça para o pedido da prisão preventiva do casal já está praticamente pronto. Somente os espaços para a indicação e descrição de cada um dos laudos que ajudaram a polícia a formar a convicção contra Nardoni e Anna estão em branco no documento.

Um dos laudos mais aguardados é o que apontará que, no momento em que Isabella foi jogada do apartamento do pai, tanto Nardoni quanto Anna estavam no local.

Outro documento dos peritos do IC será usado pelos policiais para afirmar à Justiça que Nardoni carregou Isabella no colo dentro do seu apartamento, após ela ter sofrido as agressões por parte da madrasta e ficar com um corte de aproximadamente dois centímetros na testa. A posição das gotas de sangue nos diversos cômodos do lugar dirão aos policiais qual o trajeto do pai com a menina no colo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Por que (Quando) coisas ruins acontecem a pessoas boas


Acaso viveríamos num mundo melhor se os favoritos de Deus ficassem imunes às leis da natureza, enquanto o resto teria que se arranjar por conta própria?


Não sei por que uma pessoa fica doente e outra não, mas suponho que algumas leis naturais que ignoramos estão em ação. Não consigo aceitar a idéia da doença “enviada” por Deus a alguém em especial por uma razão determinada. Não acredito que Deus tenha semanalmente uma quota de tumores malignos a distribuir ou que consulte Seu computador para saber quem merece mais ou quem pode suportar melhor. “Que fiz eu para merecer isto?” é um grito compreensível da parte de um enfermo ou de um sofredor, porém a pergunta está realmente mal formulada. Ficar doente e ter saúde não é decidido por Deus conforme nosso merecimento. A formulação melhor é: “Se isto me aconteceu, que faço eu agora e quem está aí para me ajudar?” (...) torna-se muito mais fácil levar Deus a sério como uma fonte de valores morais quando não o responsabilizamos por todas as injustiças que existem no mundo.


Para sermos livres, para sermos humanos, Deus é obrigado a nos dar liberdade para o bem e para o mal. Não fôssemos livres para escolher o mal, tampouco o seríamos para escolher o bem. Como os animais, seríamos apenas convenientes ou inconvenientes, obedientes ou desobedientes. Não teríamos características morais e muito menos poderíamos possuir características humanas.


Nossa liberdade moral significa que, se escolhemos o egoísmo e a desonestidade, podemos ser egoístas ou desonestos, e Deus não nos deterá. Se desejamos apropriar-nos de algo que não é nosso, Deus não afasta nossa mão do objeto alheio. Se desejamos ferir alguém, Deus não intervém para nos impedir de fazê-lo. Tudo o que Ele faz é dizer-nos que certas coisas são erradas, avisando-nos de que nos arrependeremos de fazê-las, e esperar que, se não levarmos a sério Sua palavra, acabemos por aprender por nossa própria experiência.

Deus Se impôs um limite além do qual Ele não intervém, para preservar nossa liberdade, inclusive a liberdade de nos machucarmos ou àqueles com os quais convivemos. Em Seu desígnio, o Homem evoluiu moralmente livre, e não há retrocesso no relógio evolutivo.
Por que, então, coisas ruins acontecem a pessoas boas? Uma das razões é que nossa condição de seres humanos nos deixa livres para ferirmos uns aos outros, e Deus não pode deter-nos sem retirar-nos a liberdade que nos torna humanos. Os homens podem trapacear, roubar e ferir uns aos outros, e Deus limita-se a observar com piedade e compaixão o quão pouco nós aprendemos, no decorrer dos séculos, sobre como os seres humanos devem comporta-se.

Orar pela saúde de uma pessoa, pelo resultado favorável de uma operação tem implicações que só podem preocupar a alguém que pensa. Se a oração funcionasse como muitas pessoas acham, ninguém morreria, porque nenhuma oração é feita com maior sinceridade que aquela pela vida, pela saúde e pela recuperação de uma doença, por nós ou pelos que amamos.

Existem diversas maneiras de responder a alguém que pergunta: “Por que não obtive aquilo por que orei?” E a maioria das respostas são problemáticas, conduzindo a sentimentos de culpa, ou raiva ou desesperança.

Podemos mudar nosso entendimento do que significa orar e do que significa serem nossas orações atendidas.

Tampouco, como já sugerimos, podemos pedir a Deus que mude as leis da natureza, que torne condições fatais menos fatais ou que mude o curso inexorável de uma doença. Por vezes milagres acontecem. Malignidades misteriosamente desaparecem, pacientes incuráveis se recuperam, e os médicos, perplexos, atribuem-no a um ato de Deus. Tudo o que podemos fazer em tais casos é acompanhar a gratidão confusa do médico. Não sabemos por que uns se recuperam espontaneamente de doenças que matam ou aleijam outros. Não sabemos por que certas pessoas morrem em desastres de carro ou avião, enquanto outras, sentadas ao seu lado, se salvam com poucos ferimentos ou queimaduras, além de um grande susto. Não posso acreditar que Deus ouça as orações de uns e não as de outros. Não haveria qualquer razão para Ele assim proceder. E as mais minuciosas pesquisas nas vidas das pessoas que morreram ou que sobreviveram não nos ensinariam a viver ou a orar de modo a merecermos também nós os favores de Deus.
Quando os milagres se realizam e as pessoas superam os piores obstáculos à sua sobrevivência, deveríamos ser aconselhados a nos curvar diante do milagre e não a pensar que foram nossas orações, donativos e penitências que o causaram. Quando tentarmos outra vez, talvez não entendamos por que nossas orações sejam ineficazes.

Finalmente, não podemos pedir a Deus em oração que faça algo que está dentro das nossas possibilidades, para nos evitar o incômodo de fazê-lo.

Se não podemos orar a Deus pelo impossível ou pelo que não é natural, se não podemos orar no sentido de vingança ou irresponsabilidade, pedindo a Deus para levar a cabo o que compete a nós fazer, o que sobra para pedirmos em oração?

A oração, quando feita de maneira correta, redime as pessoas do isolamento. Dá-lhes a certeza de que não precisam sentir-se sós e abandonadas. Leva-as ao conhecimento de que fazem parte de uma realidade maior, de maior profundidade, maior esperança, maior coragem e mais futuro do que qualquer indivíduo poderia ter por si próprio.

Além de nos colocar em contato com outras pessoas, a oração nos coloca em contato com Deus. Não estou certo de que a oração nos coloca em contato com Deus do modo como muita gente pensa que ela faz – abordando a Deus como um suplicante, como um mendigo pedindo favores, ou como um freguês apresentando-Lhe uma lista de compras e indagando quanto custa. O objetivo principal da oração não é pedir a Deus para mudar as coisas. Se chegarmos a entender o que a oração pode e deve ser e nos livrarmos de algumas expectativas irrealísticas, estaremos em melhores condições de recorrer à oração e a Deus, quando mais estivermos necessitados.

Este é o tipo de oração a que Deus responde. Não podemos orar para que Ele torne nossas vidas livres de problema; isto não acontecerá, e será o mesmo que não orar. Não podemos pedir-Lhe que nos livre a nós e àqueles que amamos da doença, porque Ele não pode fazer isto. Não podemos pedir-Lhe que estenda uma rede mágica ao nosso redor, de modo que as coisas ruins só atinjam às outras pessoas, nunca a nós. As pessoas que rezam por milagres normalmente não conseguem milagres, como as crianças que rezam por bicicletas, por boas notas ou por namorados não os conseguem através de suas orações. Mas aqueles que oram por coragem, por fortaleza para suportar o insuportável, em agradecimento pelo que lhes foi deixado frente ao que lhes foi tirado, estes muito freqüentemente têm suas orações atendidas. Eles descobrem que têm mais força e mais coragem do que jamais pensaram ter. Onde a conseguem? Penso que suas orações ajudaram-nos a descobrir aquela força. Suas orações ajudaram-nos a trazer à tona aquelas reservas de fé e coragem que antes não lhes estavam disponíveis.

“Se Deus não pode acabar com minha doença, para que serve Ele? Quem precisa dEle?” Deus não deseja que você esteja doente ou aleijado. Ele não lhe causou este problema e não deseja que você continue assim, mas Ele não pode afastá-lo. Seria pedir algo que é difícil até para Deus. Para que serve Ele, então? Deus faz com que pessoas se tornem médicos e enfermeiras para prestar auxílio e dar alívio. Deus ajuda-nos a ser corajosos mesmo quando estamos doentes e amedrontados e nos dá a certeza de que não enfrentamos nossos medos e nossas dores sozinhos.
A explicação convencional, segundo a qual Deus nos manda o fardo porque sabe que somos fortes o suficiente para suportá-lo, é totalmente incorreta. O destino, não Deus, nos envia o problema. Quando estamos às voltas com ele, descobrimos que não somos fortes. Somos fracos; sentimo-nos cansados, irados, sobrecarregados. Começamos a nos questionar o que fazer ao longo dos anos. E quando atingimos os limites de nossa força e coragem, algo inesperado nos acontece. Encontramos reforço vindo de uma fonte que fica fora de nós. E conscientes de que não estamos sós, de que Deus está ao nosso lado, conseguimos ir em frente.


Eu creio em Deus. Mas não creio nas mesmas coisas a respeito dEle em que acreditava há alguns anos, quando eu estava crescendo ou quando era estudante de teologia. Reconheço Suas limitações. Ele é limitado no que pode fazer pelas leis da natureza e pela evolução da natureza e da liberdade moral humanas. Não mais considero Deus o responsável por doenças, acidentes e desastres naturais, porque percebo que ganho pouco e perco muito quando incrimino a Deus por semelhantes coisas. Posso mais facilmente cultuar um Deus que odeia o sofrimento, mas não pode eliminá-lo, do que cultuar um Deus que opta por fazer as crianças sofrerem e morrerem, qualquer que seja a razão dada.

Deus não causa as nossas desgraças. Algumas são causadas por má sorte, outras vêm de gente perversa e outras ainda são simplesmente a conseqüência inevitável do fato de sermos seres humanos e mortais, vivendo em um mundo de leis naturais inflexíveis. As coisas dolorosas que nos afligem não são punição por nosso mau comportamento nem, de qualquer forma, fazem parte de um grande desígnio de Deus. Como a tragédia não decorre da vontade de Deus, não precisamos sentir-nos magoados ou traídos por Deus quando a tragédia nos golpeia. É possível ir a Ele em busca de auxílio para superá-la precisamente porque podemos dizer que Deus está tão ofendido quanto nós.


Seja-me permitido sugerir que os males que surgem em nossas vidas não contêm nenhum significado especial. Não acontecem por nenhuma boa razão que nos faça aceitá-los de boa vontade. Mas podemos dar a eles um sentido. Podemos redimir essas tragédias da falta de sentido impondo-lhes um sentido. A questão que devemos propor não é “Por que isto me aconteceu? Que fiz eu para merecer isto?” Esta é uma questão realmente irrespondível, sem graça. Uma pergunta mais interessante seria: “Agora que isto me aconteceu, que vou fazer?”


Que diferença faz Deus em nossas vidas, se Ele nem mata nem cura? Deus inspira as pessoas a ajudarem outras que foram feridas pela vida e, ao ajudá-las, elas as protegem do perigo de se sentirem sós, abandonadas ou julgadas.

Deus, que não causa nem elimina as tragédias, ajuda inspirando as pessoas a ajudarem. Como um rabino hasídico do século XIX certa vez observou, “os seres humanos são a linguagem de Deus”.


Você é capaz de perdoar e aceitar com amor um mundo que o decepcionou por não ser perfeito, um mundo em que existe tanta iniqüidade e crueldade, doença e crime, terremoto e acidente? Pode você perdoar-lhe as imperfeições e amá-lo por conter grande beleza e bondade e por ser o único mundo que nós temos?
Você é capaz de perdoar e amar as pessoas que lhe estão ao redor, mesmo quando elas o ferem e derrubam por não ser perfeito? Acaso pode perdoá-las e amá-las simplesmente porque ninguém é perfeito e porque a penalidade por não ser capaz de amar pessoas imperfeitas é condenar-se à solidão?
Você é capaz de perdoar e amar a Deus mesmo quando descobre que Ele não é perfeito, mesmo quando o magoou e desapontou permitindo a má sorte, a doença e a crueldade em Seu mundo, e permitindo que algumas dessas coisas o atingissem? Porventura pode aprender a amá-Lo e perdoá-Lo, não obstante suas limitações, como Jó fez e como você certa vez aprendeu a perdoar e amar a seus pais depois de perceber que eles não eram tão sábios, tão fortes e tão perfeitos como você precisava que eles fossem?
E se você puder fazer tudo isto, poderá ainda reconhecer que a capacidade de perdoar e a capacidade de amar são as armas com que Deus nos dotou para viver com plenitude, coragem e sentido neste mundo menos-que-perfeito?

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Puxa, será? (extraído do Portal TERRA)

15 atitudes que podem indicar que você está sendo traída(o):1) O parceiro(a) começa a dizer que precisa de um espaço só dele(a), sendo que antes o casal fazia tudo junto2) Começam as reuniões com os amigos, onde a presença do outro é totalmente dispensável e imprópria3) Ele(a) está mais interessado em comprar roupas novas ou há momentos em que sai de casa mais arrumado para fazer ações banais, como "tomar um ar"4) Seu parceiro há algum tempo começou a trabalhar até tarde e a ter reuniões no final de semana, mesmo sem mudança aparente no emprego5) Ele(a) tem se irritado ou fica estressado com facilidade6) Mudança no comportamento: ele(a) está mais amável do que o normal ou então você percebe que muitas vezes tem ficado como segundo plano7) Sempre que está ao seu lado e o celular dele(a) toca ele(a) fica sobressaltado ou quer ficar sozinho para atendê-lo8) Quando você telefona dificilmente consegue falar com ele(a)-9) O apetite sexual dele(a) mudou. O tempo todo está ocupado ou cansado demais para você ou então de uma hora para outra quer fazer sexo a todo instante com medo de que você perceba que ele tem outra(o)10) Ele(a) começa a chegar sempre atrasado em compromissos11) Ele(a) tem crises excessivas de ciúmes12) Quando chegam as contas, ele(a) trata de pegá-las rapidinho para esconder gastos com telefonemas pelo celular ou com cartões de crédito em restaurantes, motéis, presentes para a amante13) Ele(a) critica outros infiéis14) Ele(a) se incomoda de ver você muito quieta(o), com medo que você desconfie da traição15) Ele(a) começa a achar tudo caro e costuma dizer com freqüência que vocês precisam fazer passeios mais baratos para economizar dinheiro. ih! danou-se...