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sábado, 16 de dezembro de 2017

Eu bandido (letra e música Henrique Augusto)

Você é um palhaço velhaco
Você não passa de um merda
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Quer ser onipresente
Quer ser oniciente
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Você é hipócrita sim
E não me prova mais nada
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Vou apelar pra violência
Vou apelar pra violência contra ti
Vagabundo, quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Eu não te devo nada
Eu não te devo nada
Quem você pensa que é?

És um ser cafageste
Um palhaço, uma peste
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

terça-feira, 7 de novembro de 2017

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Santa Maria (Roland Kaiser)

Essa canção estar em alemão. Poderia ter colocado em inglês, ou até mesmo ter feito a tradução para o português. Mas não senti necessidade em fazê-lo. Feche os olhos e sinta a melodia, o resto é com você.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O filho que eu quero ter (Toquinho e Vinicius)


É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer.
Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr.
E assim chorando acalentar
O filho que eu quero ter.
Dorme meu pequenininho,
Dorme que a noite já vem.
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem.

De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar,
Quando eu chegar lá de onde vim.
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim.
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim.
Dorme menino levado,
Dorme que a vida já vem.
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem.
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu.
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz e me embalar
Num acalanto de adeus...
Dorme meu pai, sem cuidado.
Dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Manhattan Skyline

We sit and watch umbrellas fly
I’m trying to keep my newspaper dry
I hear myself say, “My boat’s leaving now”
So we shake hands and cry
Now I must wave goodbye
Wave goodbye

You know
I don’t want to cry again
Don’t want to cry again
I don’t want to say goodbye
Don’t wanna cry again
I don’t wanna run away
I don’t want to race this pain
I’ll never see your face again

Oh, but how
How can you say
That I didn’t try
You see things in the depths of my eyes
That my love’s run dry
No

We leave to their goodbyes
I’ve come to depend on the look in their eyes
My blood’s sweet for pain
The wind and the rain bring back words of a song
And they say, "Wave goodbye"
Wave goodbye

You know
I don’t want to fall again
I don’t wanna know this pain
I don’t want another friend
I don’t wanna try again
Don’t want to see you hurt
Don’t let me see you hurt
I don’t wanna cry again
I’ll never see your face again

How can you say that I didn’t try?
You know I did
You see things in the depths of my eyes
That my love’s run dry
(I don’t wanna cry again)

So I read to myself
A chance of a lifetime to see new horizons
On the front page
A black and white picture of
Manhattan skyline

domingo, 12 de outubro de 2014

Hold you Up (Te ajudar)


Hold You Up

Te Ajudar

Quando está desmoronando, você tinha tudo
Não foi o suficiente, não, não é suficiente
Eles dizem que não vale a pena, por isso, esqueça
Mas você sabe que não pode, você sabe que não vai

Não é fácil, não
Encontrar as palavras para dizer
Quando você está se sentindo perdido
Você vai encontrar o seu caminho

O mundo está tão errado
E às vezes te deixa frio
E nessas horas você não consegue sentir o fogo
Que te guia para casa
E os demônios irão prejudicá-lo
E tentarão roubar o que você sabe
Mas os anjos que te trouxeram
E eles vão te ajudar
Eles vão te ajudar

Eles vêem o medo em seus olhos
O coração fica triste como uma pedra
Porque quando você está com medo
Ele pesa em sua alma

Não é fácil, não
Encontrar as palavras para dizer
Quando você está se sentindo perdido
Você vai encontrar o seu caminho

O mundo está tão errado
E às vezes te deixa frio
E nessas horas você não consegue sentir o fogo
Que te guia para casa
E os demônios irão prejudicá-lo
E tentarão roubar o que você sabe
Mas os anjos que te trouxeram
E eles vão te ajudar
Eles vão te ajudar

Oh, oh
Eles vão te segurar
Oh, oh
Eles vão te segurar

Não é fácil, não, encontrar as palavras para dizer
Quando você está se sentindo perdido, você vai encontrar o seu caminho
O mundo está tão errado
E às vezes te deixa frio
E nessas horas você não consegue sentir o fogo
Que te guia para casa
E os demônios irão prejudicá-lo
E tentarão roubar o que você sabe
Mas os anjos que te trouxeram
E eles vão te ajudar
Eles vão te ajudar

Oh, oh
Eles vão te ajudar
Oh, oh
Eles vão te ajudar

Quando é a hora certa
De alguma forma, você saberá
Quando ninguém permanecer
Você prevalecerá

domingo, 10 de março de 2013

Caetano Veloso um medalhão que não corteja o fácil

Lançamento

Caetano Veloso um medalhão que não corteja o fácil

Abraçaço fecha uma trilogia que rompeu com o pop convencional

Caetano e banda / Foto: Divulgação

Caetano e banda

Foto: Divulgação

Abraçaço (Universal Music) disco que fecha a trilogia iniciada em 2066, com Cê, e continuou em 20099, com Zii e zie, Abraçaço, também não é um disco fácil. Aliás , “fácil”, Caetano nunca foi. Leãozinho ou Menino do Rio são acidentes em sua obra. Seus maiores sucessos aconteceram com composições alheias: Meia lua inteira (Carlinhos Brown), ou Sozinho (Peninha). Abraçaço não é disco de quem está pensando nas paradas. A melodia quase o tempo inteiro é enquadrada em segundo plano. Difícil imaginar, por exemplo, uma Ivete Sangalo cantando este repertório. É o que acontece, por exemplo, em Um comunista: “Um mulato baiano/muito alto e mulato/filho de um italiano e de uma preta uçá/foi aprendendo a ler/olhando o mundo à volta/e prestando atenção no que não estava à vista/assim nasce um comunista”. Canção-documentário sobre o guerrilheiro Carlos Marighella (assassinado em 1969, numa rua de São Paulo).
Na letra, Caetano se posiciona em favor do idealista (“os comunistas guardavam sonhos”), ao mesmo tempo em que confessa que não crê em violência ou guerrilha.  Canto quase falado, a banda Cê pontua com incursões incidentais o roteiro, a melodia montada em poucos acordes, enfatizando a letra. Curioso é que o baiano Carlos Marighella, que não está na letra de Um comunista, tem seu nome bradado em Alfômega (Gilberto Gil), faixa do Álbum Branco, de 1969. Isto numa época em que a imprensa só poderia citá-lo autorizada pela censura.
“O bardo judeu romântico de Minnesota”, na letra de A bossa nova é foda, obviamente, trata-se de Bob Dylan, com quem a música de Caetano Veloso cada vez mais se parece, não em forma, mas em conteúdo. Assim como Dylan, ele, aos 70 anos, cada vez mais procura desvendar os mistério do homem e do ato de viver. E nem sempre repassa com objetividade estas incursões ontológicas. Ele mesmo comentou que alguns versos de novas canções são como charadas. “O magno instrumento grego antigo”, expressão encontrada em A bossa nova é foda, significa a “lira”, por sua vez, referência a Carlos Lyra, autor de Influência do jazz, citada na letra.

Melhor faixa do disco, A bossa nova é foda é a reafirmação, recorrente no discurso dos tropicalistas, da admiração a João Gilberto, e à excelência da bossa nova, bem manufaturado de um país até então exportador de produtos primários. A bossa nova é linkada aos lutadores de MMA, como exemplos de invenções nacionais que ganharam mundo. Com uma diferença básica: a bossa nova antecipou o amor, o sorriso e a flor da utopia hippie. Os gladiadores Vitor Belfort ou Anderson Silva refletem a antiutopia preconizada por Anthony Burgess em Laranja mecânica. A bossa nova é foda cita ainda o Olavo Bilac (1865/1918), do poema Música brasileira: “E em nostalgias e paixões consistes/lasciva dor, beijo de três saudades/flor amorosa de três raças tristes”.
Caetano, nunca foi exatamente um autor fácil. muito menos nesta trilogia. Assim como na música mais recente de Bob Dylan, as citações permeiam os versos das canções,: “Mulher indigesta/você só merece o céu/como está no samba de Noel”, canta em Funk melódico, referência à uma nuance do funk carioca, diatribe com uma A bem-humorada citação ao samba de Noel Rosa, Mulher indigesta, que rimava com um tijolo na testa: “Não tenho um tijolo, nem paralelepípedo/só me resta o funk melódico”. Quando cnata "prova que o ciume é só o estrume do amor, recorre ao Vinicius Moraes de Medo de amar ("Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor")
Discursivo e confessional, Abraçaço não é, como se tem dito, experimental. Caetano Veloso rompeu desde 2006, ano de Cê, com a canção pop, para consumo e deleite dos que consomem seus discos. O que reforça em Recanto, a série de canções feitas para Gal Costa. A trilogia é interligada. Estou triste, de Abraçaço, entre o blues e o adágio, leva à Minhas lágrimas, de Cê. Ambas pungentes e confessionais, de letra que vai direto à ferida (Estou triste/tão triste/estou muito triste”). E aqui se ressalte o trabalho de Pedro Sá, Marcelo Callado, e Ricardo Dias Gomes. Eles cumprem com maestria o papel de acentuar momentos, iluminar tons smbrios, soando acima da voz de Caetano somente quando a canção assim o exige. Uma destas raras ocasiões, em O império da lei, que começa em levada de carimbó, e tem um momento percussivo que lembra o Nação Zumbi.
Ritmicamente Abraçaço é sempre surpreendente, com tempos esquisitos, batidas descompassadas, como em Parabéns (com Mauro Lima), um e-mail musicado, de letra repetitiva. Aqui e acolá um gênero identificável facilmente. como o samba O abraçaço, rasgado no final pela guitarra mais roqueira do álbum. No final do disco, uma quase convencional canção de amor, não fosse demasiada lenta, e pelo título Gayana. Parceria com Rogério Duarte, com quem assina Anunciação, em seu disco solo tropicalista de 1968. O amor que vive em mim/vou agora revelar/este amor que não tem fim/já não posso em mim guardar/eu amo você/eu amo muito você”, lembra versos de Roberto Carlos.
Caetano Veloso tem muito a dizer, e diz.
FRASES - Um paralelo é que a criação do MMA foi daqui. Essa mistura dessas lutas vem dos Gracie e os brasileiros eram quase que a totalidade das grandes figuras do MMA. Mas a outra coisa é que o João Gilberto gosta de luta. Sempre gostou e seguramente gosta de MMA (sbre a citaçã ode nomes de lutadores de MMA em A bossa nova é foda)

“Eu ainda penso no ouvinte hipotético, sinto a presença dos ouvintes hipotéticos, os imagino, mas a canção vai se impondo” (sobre canções consideradas difíceis)

A Bossa Nova É Foda, do disco novo, é quase um jogo de palavras cruzadas, uma charada, mas o importante é o essencial. E o essencial é que a bossa nova é foda. Ali há outras referências. Ao ouvir “o bruxo de Juazeiro”, não é possível que uma pessoa não saiba a quem estou me referindo. E mesmo que “o magno instrumento grego antigo” seja uma maluquice, como se fosse outro desafio de palavras cruzadas, em seguida você ouve que “diz que quando chegares aqui que é um dom que muito homem não tem que é influência do jazz”. Não é possível que não perceba que eu estou falando de Carlos Lyra (sobre a complexidade de algumas letras)

Das coisas da minha vida (olha para baixo). Fiz porque estava mesmo triste e até fazer a canção me ajudou a superar aquele momento... (sobre a canção Estou triste)

É mistura criada a partir do Brasil, entendeu? Então nesse ponto tem um paralelo com a bossa nova. E tem um desejo em toda a canção de fazer um retrato da bossa nova como gesto histórico e estético agressivo. Não o clichê da coisa doce, e suave. Mas não é nenhuma novidade, é apenas uma maneira de dizer. Essa canção é outra maneira de dizer algo que vem sendo dito por mim, pelo Tom Zé, pelo Gil, por diversas pessoas há muito tempo (mais uma vez sobre a ligação entre bossa nova e MMA).

A canção “Um abraçaço” é bonita e melancólica. É muito simples, ela quase não existe, mas tem emoção. E essa emoção é cheia de melancolia, marcada pela melancolia (sobre Abraçaço)

Abraçaço é uma palavra muito bonita e tem essa reverberação, parece um eco, mais ainda quando escrito, esse a-ce-cedilha duas vezes. É como se fossem círculos concêntricos de abraços, que vão se expandindo. Não é apenas grande ou maravilhoso como é um golaço, por exemplo (idem).

Sou um medalhão rebelde (sobre ele mesmo)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Todo Mundo se Machuca (R E M)


Todo Mundo Se Machuca

Quando seu dia é longo
E a noite - a noite é solitária,
Quando você tem certeza de que já teve o bastante desta vida,
Continue em frente
Não desista de si mesmo,
Pois todo mundo chora
E todo mundo se machuca, às vezes...
Às vezes tudo está errado,
Agora é hora de cantar sozinho.
Quando seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme)
Se você tiver vontade de desistir (aguente firme)
Se você achar que teve demais desta vida,
Para prosseguir...
Pois todo mundo se machuca,
Consiga conforto em seus amigos.
Todo mundo se machuca...
Não se resigne, oh, não!
Não se resigne
Quando você sentir como se estivesse sozinho.
Não, não, não, você não está sozinho...
Se você está sozinho nessa vida,
Os dias e noites são longos,
Quando você sente que teve demais dessa vida para
seguir em frente
Bem, todo mundo se machuca
Às vezes, todo mundo chora
E todo mundo se machuca, às vezes
Mas todo mundo se machuca, às vezes
Então aguente firme

domingo, 15 de julho de 2012

L`amitié (Amizade)

Como a vida seria bem melhor se de verdade tivéssemos amigos. Talvez não aja forma de conceituar um amigo melhor do que a letra belíssima dessa canção que segue abaixo. Françoise Hardy dá a essa canção uma interpretação terna, serena e cheia de paz.

Muitos de meus amigos vieram das nuvens,
Com o sol e a chuva como bagagem.
Fizeram a estação da amizade sincera,
A mais bela das quatro estações da terra.

Têm a doçura das mais belas paisagens,
E a fidelidade dos pássaros migradores.
E em seu coração está gravada uma ternura infinita,
Mas, as vezes, uma tristeza aparece em seus olhos.

Então, vêm se aquecer comigo,
e você também virá.

Poderá retornar às nuvens,
E sorrir de novo a outros rostos,
Distribuir à sua volta um pouco da sua ternura,
Quando alguem quiser esconder sua tristeza.

Como não sabemos o que a vida nos dá,
Talvez eu não seja mais ninguém.
Se me resta um amigo que realmente me compreenda,
Me esquecerei das lágrimas e penas.

Então, talvez eu vá até você aquecer
Meu coração com sua chama.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gal Costa e Caetano Veloso - Recanto Escuro (Violão e voz - Programa do JÔ)


Eu venho de um recanto escuro
O sol, luz perpendicular
Do outro lado azul do muro
Não vou saltar

Eu chego às portas da cidade
E nada procuro fazer
Espero, nem feliz nem gaia
Acontecer

Não salto mas sou carregada
Por asas que a gente não tem
A luz não me fulmina os olhos
Nem vejo bem

Em breve só saio de noite
A lua não me rasga o peito
Cool jazz me faz feliz e só
Não tenho jeito

O álcool só me faz chorar
Convidam-me a mudar o mundo
É fácil: nem tem que pensar
Nem ver o fundo

O chão da prisão militar
Meu coração um fogareiro
Foi só fazer pose e cantar
Presa ao dinheiro

Mas é sempre o recanto escuro
Só Deus sabe o duro que eu dei
Mulher, aos prazeres, futuro
Eu me guardei

Coisas sagradas permanecem
Nem o Demo as pode abalar
Espírito é o que enfim resulta
De corpo, alma, feitos: cantar


CAETANO VELOSO

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Roberto mantém música polêmica em Jerusalémmmmm

Roberto Carlos em Jerusalém - Roberto Carlos no deserto da Judeia. Foto TV Globo / Zé Paulo Cardeal

JERUSALÉM - A política do Oriente Médio é um detalhe tão pequeno para Roberto Carlos que ele bateu o martelo. Decidiu que vai mesmo cantar, em hebraico, a música israelense "Jerusalém de Ouro" no megashow que fará nesta quarta-feira, para 5 mil pessoas, a custo de R$ 30 milhões, no anfiteatro Piscina do Sultão, em Jerusalém. A escolha da canção, uma espécie de hino à conquista israelense da parte oriental da cidade, em 1967, foi considerada polêmica por diplomatas brasileiros, mas - numa mistura de desapego político e ingenuidade de peregrino devoto - Roberto só considerou removê-la da apresentação caso não conseguisse decorar a letra a tempo. Nos seis dias que passou na Terra Santa, o cantor manteve a aura enigmática ao se esquivar de perguntas mais complicadas.

Quebrando um jejum de duas décadas, Roberto gravou cenas externas para o especial dirigido por Jayme Monjardim que será exibido pela TV Globo no próximo sábado e transformado em DVD. Enfrentando o calor de 40 graus do verão israelense, ele posou em alguns dos principais pontos de peregrinação cristã no Oriente Médio, como a Igreja do Santo Sepulcro, a Via Dolorosa, o Muro das Lamentações e o Jardim do Getsêmani, no Monte das Oliveiras.

A produção não deixou de oferecer comodidade ao artista, de 70 anos. A todos os lugares ele chegou de carro e levou seu trailer com ar-condicionado e banheiros químicos refrigerados. Após uma agenda intensa (que incluiu um encontro com o presidente israelense Shimon Peres), Roberto preferiu passar a terça-feira no hotel, descansando e poupando a voz para o ensaio da noite e para o lançamento do livro "Rei" pela editora Toriba, um catatau de 500 fotos, com tiragem de 3 mil exemplares, vendido por R$ 6,5 mil.

Reprodução do palco do show do Roberto Carlos em Jerusalém, Israel. Foto Reprodução

Tudo no show desta quarta é inédito. E grandioso. O cenário reproduz pontos sagrados da cidade como o Muro das Lamentações, a mesquita Domo da Rocha e a Basílica do Santo Sepulcro. As imagens são captadas por 14 câmeras e em tecnologia 3D sob coordenação do diretor de fotografia Affonso Beato. A equipe inclui mais de 300 pessoas, entre elas o iluminador britânico Patrick Woodroffe, responsável por shows dos Rolling Stones e Pink Floyd. No palco, de 400 metros quadrados e 20 metros de altura, Roberto será acompanhado por 25 músicos regidos pelo maestro Eduardo Lages, além de dois corais, um deles de 30 crianças. A apresentação será de Glória Maria.

- A intenção é que os espectadores sintam-se imersos nas ruas de Jerusalém - diz Jayme Monjardim, que volta ao Brasil nesta quinta-feira para finalizar o especial, enquanto Roberto e o produtor musical Guto Graça Mello ficam em Jerusalém trabalhando nas músicas num estúdio improvisado no hotel (o Rei só volta ao Rio no sábado).

- Agora é que os israelenses estão percebendo a grandiosidade do evento - acredita o brasileiro Jaime Barzellai, da equipe do produtor israelense Shuki Weiss.

A verdade é que o Roberto Carlos conhecido em Israel é o jogador de futebol. Talvez por não saber da importância do artista o governo israelense tenha hesitado em ajudar financeiramente a produção do show.

- Não há um shekel (moeda local) do governo de Israel na produção, apesar de toda a propaganda que o cantor está fazendo dos lugares sagrados de Jerusalém - reclama Léa Penteado, diretora da DC Set Promoções, que produz o show.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/09/06/roberto-carlos-mantem-musica-polemica-no-repertorio-do-megashow-que-faz-nesta-quarta-em-jerusalem-925298794.asp#ixzz1Xjujl19b
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Homenagem a Nonato e seu conjunto (Aflitos)


De cara imagina-se ser um grupo de lambada dos anos 70, mais fica dificil definir um estilo para o grupo maranhense que teve suas gravações bastante executadas no nordeste, encontramos uma grande influencia afro, black soul e uma diversidade de tendencias.