"MAS EU GOSTO DEMAIS DA MINHA LOUCURA PARA NÃO FICAR APAVORADO ANTE A IDÉIA DE ALGUÉM QUERER CURAR-ME, CONTRA MINHA VONTADE" Janusz Korczak
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domingo, 21 de dezembro de 2014
O tolo do asfalto
Delegado não me bata,
por favor não me maltrata,
até juro que eu não entendi
Foram me buscar em casa
e eu vim como uma brasa
pra dizer tudinho o que eu vi
Peço perdão,
tudo o que eu disse
eu digo Não
Promotor, foi falhazinha,
aliás a culpa é minha
não foi nada disso, eu menti
Todo mundo é inocente
outro réu não me invente
me algeme logo
eu assumi
Não tenho ilusão
eu que mereço
essa prisão
Seu Juiz, tá assumido,
é um caso resolvido
eu me entrego agora, estou aqui
Cancelar a diligência
é usar a inteligência
Não busque procurar mais por ali
Sem comoção,
feche o teatro
e a sessão
Agradeço a toda Imprensa
Obrigado a audiência
mas o filme tá chegando ao fim
Não fui obrigado a nada
nem um golpe de espada
juro que ninguém tocou em mim
Tá tudo certo, então
A viatura é a condução
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
EU CUSPO
Eu cuspo no Código Penal Brasileiro
Eu cuspo na Bandeira Nacional
Eu cuspo em ti bandoleiro
Eu cuspo no Planalto Central
Eu cuspo nos doutores bandidos
Eu cuspo nos bandidos doutores
Eu cuspo nos acertos escondidos
Eu cuspo em quem te deve favores
Eu cuspo, eu cuspo, eu cuspo
Eu cuspo na tua média mentira
Eu cuspo no teu matagal
Eu cuspo na tua falsa ira
Eu cuspo na tua cara de pau
Eu cuspo na insensatez deslavada
Eu cuspo na banalização, marginal
Eu cuspo na tua cara enfeitada
Eu cuspo, hipocrisia imortal
Eu cuspo, eu cuspo, eu cuspo!
Eu cuspo na Bandeira Nacional
Eu cuspo em ti bandoleiro
Eu cuspo no Planalto Central
Eu cuspo nos doutores bandidos
Eu cuspo nos bandidos doutores
Eu cuspo nos acertos escondidos
Eu cuspo em quem te deve favores
Eu cuspo, eu cuspo, eu cuspo
Eu cuspo na tua média mentira
Eu cuspo no teu matagal
Eu cuspo na tua falsa ira
Eu cuspo na tua cara de pau
Eu cuspo na insensatez deslavada
Eu cuspo na banalização, marginal
Eu cuspo na tua cara enfeitada
Eu cuspo, hipocrisia imortal
Eu cuspo, eu cuspo, eu cuspo!
sábado, 22 de novembro de 2014
Remix de Sonhos e Pesadelos
Enquanto toca o cavaquinho, tocando a vida vai
Enquanto canta uma canção, cantando, um hino sai
Enquanto nina pro irmão dormir, levantando vai
Enquanto toca a vida em frente, trabalhando sai
Por tanto amor assim, o coração distrai
Por tanto fulgor assim, o infinito atrai
Por tanto querer bem, querer nunca é demais
Por tanto sonhar a paz, responderam nunca, jamais
Trocaram o disco, assassinaram a melodia
Mudaram o ritmo, não era noite, não era dia
Uns arranjos feios, mixados de ironias
Trocando sonhos por pesadelos numa triste sinfonia
E agora volta o jukebox, assim não tem mais quem mande
Quem tiver a moedinha, escolhe entre sonhos e pesadelos
Sem arranhões, sem interferências é só apertar que cante
Sem fita cassete, sem vitrolas, radiolas, desmantelos
Só não apaguem as chamas de quem por amor, ama sonhar
Não escureçam nem por um segundo, as vidas que iluminam o mundo
Com bastante competência e um pouco de paciência, quem sabe seja possível,
Mixar pesadelos em sonhos e transformar só em sonhos, esse pesadelo horrível.
Enquanto canta uma canção, cantando, um hino sai
Enquanto nina pro irmão dormir, levantando vai
Enquanto toca a vida em frente, trabalhando sai
Por tanto amor assim, o coração distrai
Por tanto fulgor assim, o infinito atrai
Por tanto querer bem, querer nunca é demais
Por tanto sonhar a paz, responderam nunca, jamais
Trocaram o disco, assassinaram a melodia
Mudaram o ritmo, não era noite, não era dia
Uns arranjos feios, mixados de ironias
Trocando sonhos por pesadelos numa triste sinfonia
E agora volta o jukebox, assim não tem mais quem mande
Quem tiver a moedinha, escolhe entre sonhos e pesadelos
Sem arranhões, sem interferências é só apertar que cante
Sem fita cassete, sem vitrolas, radiolas, desmantelos
Só não apaguem as chamas de quem por amor, ama sonhar
Não escureçam nem por um segundo, as vidas que iluminam o mundo
Com bastante competência e um pouco de paciência, quem sabe seja possível,
Mixar pesadelos em sonhos e transformar só em sonhos, esse pesadelo horrível.
sábado, 1 de novembro de 2014
Estrela nossa, amigo meu (HENRIQUE SOARES e GILBERTO LIMA)
Na palma da mão
pras palmas da mão de Deus (repete 3x)
Estrela nossa, amigo meu
E os anjos vieram buscar
Te levar pra mais perto de Deus
Os arcanjos nos fazem sonhar
descobrir esses sonhos seus
É amigo, temos que aceitar
O que diz esse nosso bom Deus
Mas perdoa, se o pranto rolar
Tão recente nos amigos seus
Ei, não fica assim, tão triste assim com a gente não
É que tua ausência nos maltrata o coração
Mas o que a gente aprendeu contigo não vai passar não
Seguiremos sempre em frente com nossa união
Essa minha voz bem embargada é emoção
Coisa esquisita que me aperta o coração
Mas bem perto de Deus, tua luz também será nossa
Sabe amigo meu, contra o amor não há quem possa
Na palma da mão
pras palmas da mão de Deus (repete 3x) Estrela nossa, amigo meu
pras palmas da mão de Deus (repete 3x)
Estrela nossa, amigo meuE os anjos vieram buscar
Te levar pra mais perto de Deus
Os arcanjos nos fazem sonhar
descobrir esses sonhos seus
É amigo, temos que aceitar
O que diz esse nosso bom Deus
Mas perdoa, se o pranto rolar
Tão recente nos amigos seus
Ei, não fica assim, tão triste assim com a gente não
É que tua ausência nos maltrata o coração
Mas o que a gente aprendeu contigo não vai passar não
Seguiremos sempre em frente com nossa união
Essa minha voz bem embargada é emoção
Coisa esquisita que me aperta o coração
Mas bem perto de Deus, tua luz também será nossa
Sabe amigo meu, contra o amor não há quem possa
Na palma da mão
pras palmas da mão de Deus (repete 3x) Estrela nossa, amigo meu
sábado, 7 de janeiro de 2012
De pau a pó
As márgens não são mais plácidas na Pátria que me pariu
Ladrões, assassinos, leões, chocados no mesmo ninho que eu,
E o berço é mesmo esplêndido no escuro do quarto Planalto central,
onde se jura que os vermes são culpa do Satélite da Cidade Lateral.
A insônia não permite um sonho intenso. E eu, acordado, abobalhado me recuso
a sonhar só.
Os campos amarelos de vergonha, acolhem as sementes da pamonha;
enquanto deitado em minha fronha, tu cheiras todo o PÓ.
Ladrões, assassinos, leões, chocados no mesmo ninho que eu,
E o berço é mesmo esplêndido no escuro do quarto Planalto central,
onde se jura que os vermes são culpa do Satélite da Cidade Lateral.
A insônia não permite um sonho intenso. E eu, acordado, abobalhado me recuso
a sonhar só.
Os campos amarelos de vergonha, acolhem as sementes da pamonha;
enquanto deitado em minha fronha, tu cheiras todo o PÓ.
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