sábado, 31 de julho de 2010

Quem é bom já nasce feito?

Não há maneira de se responder a essa pergunta sem criarmos uma polêmica. Ha muito, tenho observado que o medo de corrermos risco de sermos alvos de conceitos levianos ao nosso respeito, tem nos afastado de assumirmos posições. Ha uma censura mascarada, mas imposta, que nos proíbe de formamos conceitos. Tudo de um tempo para cá passou a chamar-se preconceito. Isso é muito cruel, isso é burrice, ignorância pura. Estamos proíbidos de não gostarmos de coisa "A", de adorarmos o objeto "B", e por aí vai. O que é cruel é o desgaste a que nos atrelamos para termos que explicar nossas opiniões, conceitos... Quando é o ouvinte, quase sempre  pré carregado de uma imensa carga de crítica, e desprovido da arte de separar as coisas então é um caos. Você entenderia se eu chamasse o Maradona pra jogar no meu time, mas não o convidasse para o churrasco em minha casa? É mais ou menos por aí. E quando quem fala sente uma enorme necessidade de ser compreendido? Ufa! aí então é um pavor. É um ciclo infinito de opinião, explicação, opinião, explicação... Mas por outro lado quem possui uma visão mais ampla sobre fatos, acaba desenvolvendo uma outra arte, a arte da compaixão que é o avesso da falsidade. Ou melhor: Ou é compaixão ou é covardia, prefiro a primeira opção. Se eu, por acaso soubesse responder a pergunta deste título, certamente não responderia. Mas não por compaixão, mas por pura covardia.