sábado, 24 de março de 2018

Que hajam outros apagões

Lindo e oportuno poema. Beleza, pureza , grandeza apontadas em versos, na intimidade da criatura com seu Criador.
Que hajam outros apagões. Retiram-me a luz da energia mas não a energia da luz que vem da intensidade do amor do nosso Redentor.
A energia volta com luz, celular, TV-futebol e novelas, ingredientes que disfarçam, por horas, a nossa depressão, nossa ansiedade numa sentida angústia da
necessidade ou não necessidade da ajuda e presença - visível - do nosso PAI. Invejam mas não os acompanham.
Invejam porque não se conformam com a certeza da fé. Eles, os invejosos, desejariam a prova e deixam escapar no sofrimento essa ansiedade.
Deus é a nossa fé.
Guardada e Conservada na mais antiga e eficiente segurança do mundo, o nosso CORAÇÃO.
Dirão: a violência se aproveita da escuridão para infernizar.  Não, a violência deixa cair sua máscara - usada em plena luz do dia - e promove os desatinos, de cabeça abaixada, para evitar ver céu, estrelas e a voz do alto, recomendando paz, amor e justiça. Quantos milagres haverão de vir antes que estes malfeitores hospedem-se na Academia do diabo. As prisões não curam elas energizam o MAL.
Se a escuridão não faz tanto bem mas ela ilumina a consciência dos que precisam de ajuda e de muita luz espiritual.

Ontem faltou energia

Ontem faltou energia...

E sem opções, as pessoas saíram de suas casas. Elas conversavam, riam, interagiam… crianças brincavam como se não houvesse horário para entrar.

Ontem faltou energia…

E encontrei vizinhos que há tempos não via e conheci outros que nunca tinha visto.

Ontem faltou energia…

E consegui olhar para um céu tão iluminado e ver estrelas que não lembrava sequer que existiam.

Ontem faltou energia…

E na escuridão da noite consegui enxergar uma vida que eu nunca mais tinha visto. Sem celulares, cobranças, ansiedade e até mesmo sem violência.

Quando a energia voltou… ouvi gritos de alegria, vozes de despedidas e, alguns minutos depois, o silêncio prevaleceu… todos novamente em suas casas, com seus wifi’s, com suas mensagens acumuladas, com suas fotos não postadas, com suas solidões e depressões disfarçardas e com muitos momentos, dos outros, para "Curti".

Ontem faltou energia… e por algumas horas, a vida voltou.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia internacional da mulher

Dia Internacional da Mulher - 08-03-2018.
Melhor e mãe após amamentar dez filhos. Não saiu de casa para peitar o mundo que ela idealizou e desenhou para cada filho. Era um a cada ano. Além do incômodo das tarefas caseiras, um sinuoso abdômen já apontava outro na forma. A preocupação se sentia observadas pelos mais velhos, Bené, a primogênita e eu o Zé. Uma aceitável situação em assistir os filhos com educação, alimentação e vestuário. Saúde ( só purgantes, vermífugos) adquiridos na drogaria ou farmácia de Zé Alvim.
Como fazê-lo. Os filhos nessa época tinham tempo de analisar a situação.
Opções fáceis mas esplicitas:.Quero ou não estudar. Quero ou não trabalhar ( na roça ou com gado).
  Outros pais visitavam os nossos e o assunto geral era as qualidades dos filhos. O meu dizia: Filho dança bem.
Querem ver? E já ia abrindo a vitrola é um disco de cera de carnaúba com uma música única de lado A e  B. O Zé dançava com desenvoltura. Que ritmo!... Tempo pouco depois o Zé não mais entendia nada de ritmo e dança prejudicada.
Quando solicitado não era mais aquele Zé. Não sabia o que fazer da música e do ritmo. É que fui descobrindo e já me amedrontava o ritmo da Vida.
  Culpar os pais. Jamais. Era mesmo a impossibilidade, incompetência e uma sutil mas subentendida ingenuidade. O comodismo diante da quietude do mundo, era a dinâmica dos que ganhavam o sustento no comércio uma espécie de troca.
Sem moeda as quebradeiras do babaçu traziam o produto só fim da tarde e levavam arroz, feijão, café, açúcar, banha de porco ou toucinho de porco. As atividades do dia estavam ali consumidas e consumadas.
   Na década de 50, as mulheres entretidas com as atividades domésticas, não sabiam e nem queriam saber disso, claro, com raras exceções. O pai, quando uma novilha se negava a engravidar ( manina,), mandava abater para consumo doméstico. Nessa época as mulheres não se interessavam pelo poder senão aquele de ser criatura criada para criar. Elas se apoderavam do poder de conceber, parir e peitavam a Vida com a incansável precisão de gerenciar a casa, da cozinha ao jardim, sem atropelar os guris.Hoje se vê e se sente uma mudança, não diria optativa, para não ilustrar preconceito, mas a questão é bem maior do significante. Mudara o mundo a mulher que se mostrou agora ou o mundo que a transformou diante a visível incompetência do homem. Arraigado ao poder como eterno parasita e parasitário, encontrou na política malfeitosa o meio mais cômodo e fácil de viver. Sem trabalho e sem responsabilidade. Coleciona jóias, bois de raça pura, terras devolutas legalmente apropriadas e tesouros supostamente bem guardados como nos velhos contos de pirataria.
   Que mais poderia querer a mulher, diante desse quadro de submissão, mulher bonita, linda, inteligente é um quadro que só deve ser mostrado e exposto quando convier ao proprietário. A não ser retirar esse véu ultrajante e mostrar sua estrutura inteira e interna com todo seu inegualavel poder de criação do molde que transforme esse mundo horrível ao que o Criador quis criar, criou e foi adulterado.
   Como seria então, a não ser com a contribuição voluntária, com o apoio óbvio, sempre, daqueles condenados à pobreza extrema e eterna,  sem pão. Sem educação, sem saúde, ambas controladas pela mão de um ser desumano que sabe exatamente o quanto vai ser preciso ser gasto com  saúde e educação, ambos valores cotados por premonição.
Como, senão adquirir meios relevantes de tentar mostrar aos pseudo poderosos que era, sempre foi e que é possível, quando não substituir parte daqueles homens, participar seria de uma parcela genuinamente qualitativa na construção de um mundo que foi divinamente planejado e a planta foi adulterada pelo poder da ambição é com as mãos da Corrupção.
  Aquele povo que chamam de povinho, desprovido de conhecimento, ( este alimentado convenientemente pelo falso poder), conhecimento de outros valores a não ser o da " GRANA ", afastava pelo seu voto (roupa e calçados novos), afastava a mulher competente do caminho da boa política, da política cristã, política saudável eficaz e eficiente que produziria a participação da mulher na vida pública como cidadã responsável .

Deveriam denominar este Dia da Maria", para iluminar nossa disposição e nossa intenção como Dia de Maria, cumprimentando respeitosamente as mulheres, o homem não valeria culpabilização de crime de Assédio ao dizer:
Ave Maria.
Deveriam festejar o sepultamento dos distintos Matriarcado, a que pessoalmente prefiro e do
Patriarcado, que ensina a lutar pela obtenção de valores materiais e a perpetuação do enriquecimento fácil, ilícito e inescrupulosos.
  Ave Maria, voltariam os homens a reaprender a oração que invoca a  Mãe como eterna nossa auxiliar e intérprete das nossas dores junto ao seu amado filho JC que sempre nos atende e nos socorre. Se assim o fosse poderíamos orar dizendo:. " Assim na Terra como no Céu ". Pois o desejo e disposição de erradicar o erro e o desamor da Terra e fazer dela um paraíso é a conduta  dessa valorosa criatura de Deus, que além de gerar tem a missão de alimentar do útero a esse almejado Paraíso. É a conduta desejosa, legal e gratificante em participar e mostrar valores quase esquecidos, tudo guardado impedidos de somar porque as estruturas maquiavélicas não as permitem.Gerar e Criar. Vamos clamar. Votem na mulher.
   A eleição chegará. CRER para  VER.
      AVE.   e.   SALVE
Maria.       Rainha.!! (ANASTÁCIO SOARES)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Segredo e discrição

Segredo e Discrição
Duas coisas pequenininhas, mas assumem responsabilidades tão importantes que se confundem para se entender.
Segredo não tem tempo de validade.
Discrição data marcada.Se vigiam porque o
Segredo pode vestir-se de Discrição. Guarda discrição. Já a Discrição não se obriga a abrigar segredos. Ambas, acredito que foram
estrategicamente pensadas e guardadas pelos Quartéis estruturados para  Dguerrear. Daí o cheiro mofento e o disfarce entre as palavras SECRETO e  DISCRETO.

cumplicidade (por ANASTÁCIO SOARES)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os extremos (ANASTÁCIO)

Os extremos.

       Coisas que devem ser ditas porque não podem mais calar.
   Com muita segurança pode-se  denominar um dos " extremos " o início. É sempre bom e bonito é infantil, doce. Dois olhos pequeninos brincando e dançando com estrelas no seu céu e sorrindo com o tempo no aconchego do colo da mãe.
   Meus bisnetos mais recentemente, apresentar-se aqui, nessa etapa inicial da vida. Entre choro e beleza, nos vídeos, mais próximos e  constantes por serem repetitivos como um gostoso e irrecusável sabor me trazem alegria. Fazem-me bem, alegre, feliz e bem humorado tão quanto todos nós gostaríamos e deveríamos sempre
Ser
Trazem-me, pela ingênua inocência, lembrança " do que já se foi ". No entanto a presença benéfica  deles atenua a dor sofrida e sentida pela extemporânea AUSÊNCIA....

O outro extremo muito próximo de mim chama-se IZABEL, mãe de um pouco mais de 100 anos vividos. Muito tempo mas pouquíssimos para me impedir de sempre acompanhá-la. A alegria de sempre vê-la é, por contínuos instantes, atropelada, abafada por inesperada tristeza.
Uma tristeza de ver
naquele olhar o visível desalento. Sinto ali, como se uma pessoa que estivesse se afogando me pedisse socorro e eu, sequer saber nadar. Tal a tristeza de um filho, de um filho com uma solução colada e calada no peito:
Não sei
      Não posso
            Quero mas não sei como;
São queixas chorosas, lacrimejadas e contínuas de dor e inconformação e sobretudo da percepção da negativa de solução que só o tempo pode e sabe
dar e tirar.
Todo o zelo dos profissionais de saúde chegando ao limite da responsabilidade
Ah! a idade. Pode ou deve? Faz ou não faz?. Tudo ou nada infelizmente reduz a ansiedade dos que assistem a insistência do mal estar, a dor da inconformação de que aquilo " é da idade "...Fico mais triste e constrangido só em pensar em dize-lo. E acatar um não dá inconformação.
Nada mais posso fazer ou dizer.
A não ser, emudecido, encolhido como um filho diante da mãe combalida, pedindo para seu filho socorro. Como falar da nossa limitação sem fraquejar?
Só vendo aqueles olhos tristes implorando ajuda
sem a coragem de dizer " me ajuda, filho, não me deixa morrer ".
Chorar no seu colo, mãe, seria repetir e pedir o que a. " Senhora " sempre me deu, muito amor, muita paz e
aquele jeitinho de me ver feliz. Diante de tudo não esqueço de compartilhar com o Pai, minha aflição, confessar meu desconforto e pedir mais uma vez confirmação.Pedir sua compreensão pela fragilidade do meu humano que teve agasalho no útero que me sustentou e me deu força e coragem para entrar neste mundo, ter de dizer:
Dê-me mais Fé, PAI. Estamos limitados pelo tempo e recursos humanos. O  " extremo " sofre e também chora. Não brinca como a inocência dos justos pode brincar - olhos que brincam e dançam com as estrelas e sorriam com o tempo que mantém sorridentes os pequeninos é a mesma seiva que hoje pede triste socorro, mais vida para viver ou então a paz dos que tiveram a felicidade de adotarem um PAI, bondoso, generoso e sobretudo justíssimo
     Os extremos, somente dois vão se encontrar? Se os consentir, abraça-os...e para reforçar nossa gratidão  " Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu "
       AMÉM.
       
   

Ju

como um bom e irrecusável sabor.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Loucura controlada

O capítulo de hoje
Simplificando chamarei de Loucura Controlada
       Vejamos assim:Quem já não ouviu Al di Lá e foi tocado por estranha sensação paradisíaca. Felicidade da junção do Belo com o AMOR ?
Quem ouve Cantando na Chuva e não se respingou com as gotas milagrosas de felicidade abraçada, brincando de amar, pleno paraíso? Ninguém.
Quem já se aborreceu com queixas de alguém que na solidão clama por ajuda?
    Ninguém...
Quem com insistente INSÔNIA liga seu aparelhinho protetor e repagina tudo isto dito e feito. Faz o quê:
Ri ou chora - respondo: AMBOS.
O problema debilitou-se com imensa possibilidade de não mais voltar.
Porque como já ouvi em um ótimo filme, ' quando se está sozinho, a única coisa que não queremos ouvir é o SILÊNCIO.

Portanto, perdoem-me os incomodados, às vezes inconveniente os problemas nos atira numa injusta lista de omissos.
Portanto repito:
       Falar, ouvir, participar de um carinho exagerado para quem os tem não faz mal a ninguém. Não afeta nossa erudição e faz bem ao CORAÇÃO..
       Bom dia, boa tarde, boa noite, todo dia diminui a Nostalgia e energiza a ALEGRIA.
     Parece-me que o poeta já dizia:
' perdão foi feito para pedir...acrescento e tolerância para dar.
   Vamos unir e jamais Desagregar.,!!
Assino em baixo
       Anastácio.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

As dores alheias (rep)

Eu aprendi com o tempo a lidar mais ou menos com as dores. Mais ou menos. A gente não aprende esse tipo de coisa por completo, nunca. Só deixa de sofrer quem morreu. De morte morrida ou para a vida. Continuo repetindo um rosário de penitências autoimpostas. Buracos no estômago, que evoluem para gastrites sentimentais, noites viradas do avesso, travesseiros sufocados, um olhar perdido no vazio à procura de respostas, um choro que desidrata a alma.

Já poderia ser Masterchef em superar tristezas, mas, sempre que passo por uma nova, sinto-me um principiante queimando miojo. A gente aprende um pouco porque a maioria das pessoas sofre as dores que todo mundo sofre. Somos previsíveis. Muitas lágrimas depois, muitas garrafas vazias depois, muita terapia depois, muito ansiolítico depois, muitos anos depois entendemos ao menos uma coisa: o sofrimento é essa coisa marota, que nos pega distraídos e não larga nosso pé por um bom tempo.

A diferença de quando eu tinha 20 anos para agora é que desenvolvi um protocolo para aliviar dores e decepções. Em pouco tempo passo por vários estágios do sofrimento. Negação, raiva, depressão, quando morro de pena de mim mesmo até que nossa convivência (meu eu racional e meu eu sofredor) se torna insuportável e eu resolvo jogar uma cordinha para que alguém me tire lá do fundo do poço. Em geral, em um mês estou pronto para mais. Porque sempre tem mais. A vida é uma sucessão de tombos numa corrida com obstáculos.

Tem um tipo de dor, no entanto, com a qual não aprendo a lidar. A dor dos outros. A dor de gente querida. É o sofrimento mais doído. Dói na gente mesmo que a gente não saiba onde, nem de que jeito, nem de que tanto. Quero arrancar aquela dor, falar a palavra certa, quero que meu abraço conforte, quero tomar as dores do outro para que alivie, passe mais rápido, que não doa tanto.

O choro do outro me desfaz, me deixa impotente. Quero dar amor, emprestar um pouco de fôlego, dar todas as minhas forças. Enquanto isso o outro se despedaça pelas dores que já senti, mas que doem mais ainda quando não sou eu quem sente.

Me entristece ver histórias de amor com fim, sonhos roubados, planos interrompidos, perdas irreparáveis, expectativas frustradas. A dor alheia me dói duas vezes. Pela incapacidade da ajuda imediata. Não adianta dizer que vai passar, que a vida é assim, que foi melhor dessa forma, que amanhã é um novo dia, que é melhor dormir, que tem que comer, que um banho vai ajudar, que seria bom deixar um pouco de sol entrar, que um passeio pode fazer bem.

A dor tem seu tempo de convalescença. Não convém apressar sua melhora. Apenas quero ter certeza de estar perto na hora em que a pessoa jogue sua própria cordinha e eu tenha forças para puxá-la. E que ela acredite quando eu disser que tudo vai ficar bem.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Eu bandido (letra e música Henrique Augusto)

Você é um palhaço velhaco
Você não passa de um merda
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Quer ser onipresente
Quer ser oniciente
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Você é hipócrita sim
E não me prova mais nada
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Vou apelar pra violência
Vou apelar pra violência contra ti
Vagabundo, quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Eu não te devo nada
Eu não te devo nada
Quem você pensa que é?

És um ser cafageste
Um palhaço, uma peste
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quase nada

Eles nem engatinham, mas já sabem correr, fugir do inferno
Eles morrem de fome, de frio, de bombas jogadas do céu
Bate um desespero filho da puta, impotência constante, nem por um instante me sobra porra nenhuma
E então meu irmão, cadê o ladrão, onde está o meu pão, minha fração?
Qual é tua alcunha
Filho da puta, corrupto, doente, demente, vai te fuder.
Alguma brasa te aguarda, e a galera vai aplaudir ao te ver arder

terça-feira, 7 de novembro de 2017

sábado, 4 de novembro de 2017

Querida, os dias são assim.

Não sei explicar, mas é cada vez mais difícil me "vestir" como uma pessoa normal. Assumir o que a sociedade espera e cobra. É um conflito enorme, não me sinto"comum". Comum, não passa de uma interpretação, às vezes convincente, outras não. Sendo assim, travo uma batalha cansativa e, não quero mais muletas. Silencio. Descobri através de mim que a timidez e o medo são parentes. Perdi muito, ganhei demais. Vivo saudades. O Santa Teresa, foi bem mais que uma escola. A universidade de psicologia também. Mas meus melhores professores foram meus colegas. Aprendi por observação. Nutro até hoje de detalhes daqueles que me marcaram. Não sei quantificar o número de amigos, talvez não passem de dois. Pode até ser mais, pode ser menos. Isso não faz muita diferença, visto que amizade é coisa séria. Tenho um hábito considerado estranho, mas me sinto tão bem ao ser abraçado, que chego a pedir. Tudo é extremamente intenso em mim. Deus é um companheiro admirável. Através da minha pequena fé é que driblo a tristeza e "visto" a roupa do homem comum a enfrentar semáforos. Vou pra vida e volto pra fantasia, lugar onde sou mais pleno, mais realizado, feliz. Esqueço o bem que faço, isso sim, é comum, obrigatório, nada demais pra mim. Não esqueço o bem que fazem pra mim, por mim. Sou, serei eternamente grato. Numa hora de dor muito grande, latejante, um abraço surpreendente me acalma a alma, me aquieta o espírito. Isso é inesquecível. Por isso, minha gratidão eterna. Vou continuar assim, tentando me melhorar a cada dia. Se tantas vezes calei, sofri sozinho. E quando falo com meu próximo, tento passar algo bom pra que de alguma maneira suas dores cessem um pouco, nem que seja por um momento apenas. Se tem coisa difícil de lidar, é a dor do próximo. Não cabe aqui o tanto que eu gostaria de falar, mas tenho que obedecer ao freio do meu viver, que se por uma parte não me deixa ir mais adiante, por outro lado evita acidentes.