sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Segredo e discrição

Segredo e Discrição
Duas coisas pequenininhas, mas assumem responsabilidades tão importantes que se confundem para se entender.
Segredo não tem tempo de validade.
Discrição data marcada.Se vigiam porque o
Segredo pode vestir-se de Discrição. Guarda discrição. Já a Discrição não se obriga a abrigar segredos. Ambas, acredito que foram
estrategicamente pensadas e guardadas pelos Quartéis estruturados para  Dguerrear. Daí o cheiro mofento e o disfarce entre as palavras SECRETO e  DISCRETO.

cumplicidade (por ANASTÁCIO SOARES)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os extremos (ANASTÁCIO)

Os extremos.

       Coisas que devem ser ditas porque não podem mais calar.
   Com muita segurança pode-se  denominar um dos " extremos " o início. É sempre bom e bonito é infantil, doce. Dois olhos pequeninos brincando e dançando com estrelas no seu céu e sorrindo com o tempo no aconchego do colo da mãe.
   Meus bisnetos mais recentemente, apresentar-se aqui, nessa etapa inicial da vida. Entre choro e beleza, nos vídeos, mais próximos e  constantes por serem repetitivos como um gostoso e irrecusável sabor me trazem alegria. Fazem-me bem, alegre, feliz e bem humorado tão quanto todos nós gostaríamos e deveríamos sempre
Ser
Trazem-me, pela ingênua inocência, lembrança " do que já se foi ". No entanto a presença benéfica  deles atenua a dor sofrida e sentida pela extemporânea AUSÊNCIA....

O outro extremo muito próximo de mim chama-se IZABEL, mãe de um pouco mais de 100 anos vividos. Muito tempo mas pouquíssimos para me impedir de sempre acompanhá-la. A alegria de sempre vê-la é, por contínuos instantes, atropelada, abafada por inesperada tristeza.
Uma tristeza de ver
naquele olhar o visível desalento. Sinto ali, como se uma pessoa que estivesse se afogando me pedisse socorro e eu, sequer saber nadar. Tal a tristeza de um filho, de um filho com uma solução colada e calada no peito:
Não sei
      Não posso
            Quero mas não sei como;
São queixas chorosas, lacrimejadas e contínuas de dor e inconformação e sobretudo da percepção da negativa de solução que só o tempo pode e sabe
dar e tirar.
Todo o zelo dos profissionais de saúde chegando ao limite da responsabilidade
Ah! a idade. Pode ou deve? Faz ou não faz?. Tudo ou nada infelizmente reduz a ansiedade dos que assistem a insistência do mal estar, a dor da inconformação de que aquilo " é da idade "...Fico mais triste e constrangido só em pensar em dize-lo. E acatar um não dá inconformação.
Nada mais posso fazer ou dizer.
A não ser, emudecido, encolhido como um filho diante da mãe combalida, pedindo para seu filho socorro. Como falar da nossa limitação sem fraquejar?
Só vendo aqueles olhos tristes implorando ajuda
sem a coragem de dizer " me ajuda, filho, não me deixa morrer ".
Chorar no seu colo, mãe, seria repetir e pedir o que a. " Senhora " sempre me deu, muito amor, muita paz e
aquele jeitinho de me ver feliz. Diante de tudo não esqueço de compartilhar com o Pai, minha aflição, confessar meu desconforto e pedir mais uma vez confirmação.Pedir sua compreensão pela fragilidade do meu humano que teve agasalho no útero que me sustentou e me deu força e coragem para entrar neste mundo, ter de dizer:
Dê-me mais Fé, PAI. Estamos limitados pelo tempo e recursos humanos. O  " extremo " sofre e também chora. Não brinca como a inocência dos justos pode brincar - olhos que brincam e dançam com as estrelas e sorriam com o tempo que mantém sorridentes os pequeninos é a mesma seiva que hoje pede triste socorro, mais vida para viver ou então a paz dos que tiveram a felicidade de adotarem um PAI, bondoso, generoso e sobretudo justíssimo
     Os extremos, somente dois vão se encontrar? Se os consentir, abraça-os...e para reforçar nossa gratidão  " Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu "
       AMÉM.
       
   

Ju

como um bom e irrecusável sabor.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Loucura controlada

O capítulo de hoje
Simplificando chamarei de Loucura Controlada
       Vejamos assim:Quem já não ouviu Al di Lá e foi tocado por estranha sensação paradisíaca. Felicidade da junção do Belo com o AMOR ?
Quem ouve Cantando na Chuva e não se respingou com as gotas milagrosas de felicidade abraçada, brincando de amar, pleno paraíso? Ninguém.
Quem já se aborreceu com queixas de alguém que na solidão clama por ajuda?
    Ninguém...
Quem com insistente INSÔNIA liga seu aparelhinho protetor e repagina tudo isto dito e feito. Faz o quê:
Ri ou chora - respondo: AMBOS.
O problema debilitou-se com imensa possibilidade de não mais voltar.
Porque como já ouvi em um ótimo filme, ' quando se está sozinho, a única coisa que não queremos ouvir é o SILÊNCIO.

Portanto, perdoem-me os incomodados, às vezes inconveniente os problemas nos atira numa injusta lista de omissos.
Portanto repito:
       Falar, ouvir, participar de um carinho exagerado para quem os tem não faz mal a ninguém. Não afeta nossa erudição e faz bem ao CORAÇÃO..
       Bom dia, boa tarde, boa noite, todo dia diminui a Nostalgia e energiza a ALEGRIA.
     Parece-me que o poeta já dizia:
' perdão foi feito para pedir...acrescento e tolerância para dar.
   Vamos unir e jamais Desagregar.,!!
Assino em baixo
       Anastácio.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

As dores alheias (rep)

Eu aprendi com o tempo a lidar mais ou menos com as dores. Mais ou menos. A gente não aprende esse tipo de coisa por completo, nunca. Só deixa de sofrer quem morreu. De morte morrida ou para a vida. Continuo repetindo um rosário de penitências autoimpostas. Buracos no estômago, que evoluem para gastrites sentimentais, noites viradas do avesso, travesseiros sufocados, um olhar perdido no vazio à procura de respostas, um choro que desidrata a alma.

Já poderia ser Masterchef em superar tristezas, mas, sempre que passo por uma nova, sinto-me um principiante queimando miojo. A gente aprende um pouco porque a maioria das pessoas sofre as dores que todo mundo sofre. Somos previsíveis. Muitas lágrimas depois, muitas garrafas vazias depois, muita terapia depois, muito ansiolítico depois, muitos anos depois entendemos ao menos uma coisa: o sofrimento é essa coisa marota, que nos pega distraídos e não larga nosso pé por um bom tempo.

A diferença de quando eu tinha 20 anos para agora é que desenvolvi um protocolo para aliviar dores e decepções. Em pouco tempo passo por vários estágios do sofrimento. Negação, raiva, depressão, quando morro de pena de mim mesmo até que nossa convivência (meu eu racional e meu eu sofredor) se torna insuportável e eu resolvo jogar uma cordinha para que alguém me tire lá do fundo do poço. Em geral, em um mês estou pronto para mais. Porque sempre tem mais. A vida é uma sucessão de tombos numa corrida com obstáculos.

Tem um tipo de dor, no entanto, com a qual não aprendo a lidar. A dor dos outros. A dor de gente querida. É o sofrimento mais doído. Dói na gente mesmo que a gente não saiba onde, nem de que jeito, nem de que tanto. Quero arrancar aquela dor, falar a palavra certa, quero que meu abraço conforte, quero tomar as dores do outro para que alivie, passe mais rápido, que não doa tanto.

O choro do outro me desfaz, me deixa impotente. Quero dar amor, emprestar um pouco de fôlego, dar todas as minhas forças. Enquanto isso o outro se despedaça pelas dores que já senti, mas que doem mais ainda quando não sou eu quem sente.

Me entristece ver histórias de amor com fim, sonhos roubados, planos interrompidos, perdas irreparáveis, expectativas frustradas. A dor alheia me dói duas vezes. Pela incapacidade da ajuda imediata. Não adianta dizer que vai passar, que a vida é assim, que foi melhor dessa forma, que amanhã é um novo dia, que é melhor dormir, que tem que comer, que um banho vai ajudar, que seria bom deixar um pouco de sol entrar, que um passeio pode fazer bem.

A dor tem seu tempo de convalescença. Não convém apressar sua melhora. Apenas quero ter certeza de estar perto na hora em que a pessoa jogue sua própria cordinha e eu tenha forças para puxá-la. E que ela acredite quando eu disser que tudo vai ficar bem.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Eu bandido (letra e música Henrique Augusto)

Você é um palhaço velhaco
Você não passa de um merda
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Quer ser onipresente
Quer ser oniciente
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Você é hipócrita sim
E não me prova mais nada
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Vou apelar pra violência
Vou apelar pra violência contra ti
Vagabundo, quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

Eu não te devo nada
Eu não te devo nada
Quem você pensa que é?

És um ser cafageste
Um palhaço, uma peste
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quase nada

Eles nem engatinham, mas já sabem correr, fugir do inferno
Eles morrem de fome, de frio, de bombas jogadas do céu
Bate um desespero filho da puta, impotência constante, nem por um instante me sobra porra nenhuma
E então meu irmão, cadê o ladrão, onde está o meu pão, minha fração?
Qual é tua alcunha
Filho da puta, corrupto, doente, demente, vai te fuder.
Alguma brasa te aguarda, e a galera vai aplaudir ao te ver arder

terça-feira, 7 de novembro de 2017

sábado, 4 de novembro de 2017

Querida, os dias são assim.

Não sei explicar, mas é cada vez mais difícil me "vestir" como uma pessoa normal. Assumir o que a sociedade espera e cobra. É um conflito enorme, não me sinto"comum". Comum, não passa de uma interpretação, às vezes convincente, outras não. Sendo assim, travo uma batalha cansativa e, não quero mais muletas. Silencio. Descobri através de mim que a timidez e o medo são parentes. Perdi muito, ganhei demais. Vivo saudades. O Santa Teresa, foi bem mais que uma escola. A universidade de psicologia também. Mas meus melhores professores foram meus colegas. Aprendi por observação. Nutro até hoje de detalhes daqueles que me marcaram. Não sei quantificar o número de amigos, talvez não passem de dois. Pode até ser mais, pode ser menos. Isso não faz muita diferença, visto que amizade é coisa séria. Tenho um hábito considerado estranho, mas me sinto tão bem ao ser abraçado, que chego a pedir. Tudo é extremamente intenso em mim. Deus é um companheiro admirável. Através da minha pequena fé é que driblo a tristeza e "visto" a roupa do homem comum a enfrentar semáforos. Vou pra vida e volto pra fantasia, lugar onde sou mais pleno, mais realizado, feliz. Esqueço o bem que faço, isso sim, é comum, obrigatório, nada demais pra mim. Não esqueço o bem que fazem pra mim, por mim. Sou, serei eternamente grato. Numa hora de dor muito grande, latejante, um abraço surpreendente me acalma a alma, me aquieta o espírito. Isso é inesquecível. Por isso, minha gratidão eterna. Vou continuar assim, tentando me melhorar a cada dia. Se tantas vezes calei, sofri sozinho. E quando falo com meu próximo, tento passar algo bom pra que de alguma maneira suas dores cessem um pouco, nem que seja por um momento apenas. Se tem coisa difícil de lidar, é a dor do próximo. Não cabe aqui o tanto que eu gostaria de falar, mas tenho que obedecer ao freio do meu viver, que se por uma parte não me deixa ir mais adiante, por outro lado evita acidentes.

domingo, 22 de outubro de 2017

E então... (Whatsapp pai/filho)

E aí, pai. Como tão as coisas?
- Tudo bacana, graças a Deus. E contigo, filhão?
- Blz, pai. Pô hj o cara me falou q o galpão q a gente trabalha vai fechar. Foda. Mas tudo bem, depois arrumo outra coisa melhor. Vou tentar tocar na noite tbm. E ver um concurso sei la hahaha foda
-
Fica tranquilo. Aprendi a gostar dessas coisas. Só os grandes sabem que a vida oferece muitas opções. Quando não muitas, ao menos duas nos resta. Imagino quando as pessoas diziam que nosso ex presidente, José Alencar, era um homem muito forte. Estava no estágio terminal de câncer. Ele falava: "Não sou forte, apenas não tenho opção. A outra opção que eu teria não é pior do que o que me aguarda". Deus não precisa do câncer pra nos levar, mas nós precisamos de sabedoria pra aprendermos a viver. Moral da história da vida? Fazer dos problemas, obstáculos, etc a ADRENALINA QUE NOS JUSTIFICA AQUI. Tire um minuto apenas e se imagine com toda a grana do mundo. Achou alguma graça nisso? Sabe o que começa a fazer sentido pra gente, quando somos obrigados a pensar no indispensável? Aquilo que podemos fazer pelos outros. O galpão fecha. Há tantas chaves nas suas mãos. Quais portas você quer abrir. Acredite, você é iluminado. Foda-se o galpão. Gelo,  tranquilo, sereno com a paz de quem te proporciona paz. Te amo. Tamo junto.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

São Luís, 10 de outubro de 1977

Hoje é segunda feira, hoje é meu aniversário. Consegui com a Irmã Elvira, alguns minutos pra vim aqui conversar com você. Engraçado, estou triste. Não pelo meu aniversário, mas pela mistura de saudade e medo que sinto de minha mãe. Ela não veio esse fim de semana, mas mandou uma cartinha, chorei. Fico pensando, Jesus, como estão as coisas por lá. Meus pais, morando num hotel. Será que ainda está havendo muita briga? Talvez não. Minha mãe não consegue esconder nada, conta tudo. Tem tanta, coisa meu pai, que eu não queria saber. Lembra aquela noite? Eu sei que nunca vou esquecer. Isso é chato, muito chato. Ah! Senhor, ajude minha vó conseguir realizar o sonho de comprar a TV colorida ano que vem. É ano de copa do mundo. Senhor, tu sabes que não sou tímido, sou medroso. Daria pra trocar meus medos pela timidez? Isso me atrapalha muito. Sabe aquela garota baixinha que me dá chocolate todos os dias, ela me deixa sem jeito, confuso. Aquela outra que sempre quer conversar comigo, me chateia por demais. E a que eu olho quando não está me vendo, nem liga pra mim. "A gente chora sem saber porque". Tomara que tudo isso passe. Que ao crescer, não seja eu um adulto medroso ou inseguro. Senhor, muito obrigado pela irmã Elvira. É uma companheira admirável. Sinto que gosta muito de mim. Queria muito lhe falar de mim, mas não sei o que ela poderia fazer. Senhor, é certo construir meu próprio mundo, um mundo das minhas fantasias? Assim, quando eu estiver nele, tudo será bem mais fácil. Os medos não existirão, as lágrimas estarão recolhidas e, não chorarei mais. Meu Senhor, acabei perdendo a hora, tinha mais tanto pra te falar. Mas, perdi o primeiro horário. Estou um tanto aliviado. Se eu gostasse de bolo, iria tentar descolar uma fatia na hora do recreio. Obrigado Senhor, obrigado por me trazer aqui. Abençoe minha família, abençoe meus colegas. Amém!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Manifesto (Rep)

Recebi esse email do kkampus, que é o pseudônimo do Wesley, e foi inegavelmente o presente exagerado mais lindo, mais puro, mais tocante, mais amoroso, fraterno que já recebi em toda a minha vida. Agora, talvez eu saiba responder para que servem as lágrimas. Amo pessoas assim do seu jeito meu amigo. Que Deus te abençoe.

Segue o texto:

Em algum livro , que não quero procurar , fala-me da saudade da infância. A verdade é que sou um saudosista declarado, e me orgulho das minhas doces lembranças:
Era um tempo de mudança, saíra do meu antigo colégio, de uma certa maneira, contra minha vontade, pois minha mãe achava melhor ter meus irmãos sobre vigilância, visto que minha irmã mais velha trabalhava no novo colégio.
Ao chegar na entrevista de admissão na escola, tive a grata surpresa de encontrar com Sérgio, amigo do antigo colégio, que também estava sendo trocado de escola, por motivo semelhante, só que no caso dele , ele era o vigiado.
Nós éramos da segunda turma de meninos, num colégio que até dois anos antes só estudava meninas. De qualquer maneira começamos naquele ambiente quase hostil, diferente, muito pouco atraente para alguém extremamente tímido como eu. 
No tempo, logo descobri, que o carinha da escola era um menino alto, moreno, esguio, com um sinal logo acima do lábio, que levava as meninas a sonhar. Seu irmão um pouco mais forte, igual ao meu mais velho, também gozava de prestígio e fama_ de bonitão. 
Eu, que não me achava lindo, pela timidez me reservava a função de dedicar aos livros, e também gostava de jogar futebol. 
Fomos avançando e no científico, já havia vários meninos na escola.e a distancia natural, entre os meninos e meninas, cedia espaço a pequenos flertes. Mas na sala havia uma distinção, os meninos sentavam atrás, correspondendo à bagunça e as meninas na frente, principalmente as cdf’s . Nesse período houve um despertar para a poesia, e assim os primeiros escritos surgiram , tímidos , com um cunho bucólico e sentimental.Lembro que o Charles e Flávio também escreviam. Iniciamos um jornal, que se colava ao lado do quadro negro, onde publicávamos opiniões , poemas e músicas. O jornal acabou um dia numa reunião com a temida diretora, Irma Câmara, tudo por uma brincadeira onde associávamos personagens da televisão aos professores. Uma professora não gostou de ser associada a um personagem obeso do Jô Soares e aí deu a maior confusão; o pior é que na hora do enfrentamento, o autor da brincadeira(aquele carinha ) ficou sozinho e queria que todos assumissem a culpa; para amenizar decidimos em conjunto pedir desculpas formais a diretoria, pois éramos co-responsáveis pela brincadeira. Saímos fortalecidos pela atitude , mas o jornal acabara ali.
Veio a turma 23, e o jornal ressuscita, ali formamos um grupo forte, de brincadeiras e vivencia. O jornal voltou, mais legal, com a contribuição de Flavinho de Açúcar, Jadiel e outros. Dali foi um pulo pro último ano, quando por experiência acumulada, assumimos “o telex”, jornal do centro cívico que fora herdado de Merval (meu primo) , depois Kátia Lobão, Zé Branco, Winston (meu irmão) e Beto (irmão de Neuza, nossa colega). 
Lembram do carinha bonitão? Pois é continuava, se gabava que tinha namorada, só queria ser! Mas a gente não rivalizava, ele era do nosso grupo, assim como Sapo-sunga, Fumaça, Flavinho de açúcar, Jonas. Não vou falar dos apelidos que remetia aos nomes das mães de cada um (rsss...)
Terminamos o colégio..A vida virou verdade! Como dizia Jorge Borges. Então cada um seguiu seu rumo, uns mantiveram a amizade, outros mantiveram-se distantes.
Fizemos um grupo, treze anos após o término da escola , quando nos reencontramos, quando voltei dos estudos em outro estado. Esse grupo vem crescendo, agregando pessoas, revivendo a adolescência, acreditando ainda no sonho.Fazemos reuniões memoráveis, acrescentando mais lenha à fogueira do saudosismo.
Lembram novamente do menino que era o cara? Pois é o cara cresceu , virou tímido , mas ficou mais belo ainda; é um dos caras mais legais que conheço, dotado de uma sensibilidade incrível e de um bem-querer sem limites. É um dos amigos que se quer sempre estar perto , que te coloca sempre pra cima, uma pessoa de coração imenso. Diria, parodiando Caetano Veloso, que o cara ” é como uma pedra no meio do mar , a primeira vez que se vê , se ama logo”. Na verdade ele é um grande artista, que desconhece suas potencialidades. É preciso perseverar, lembra?!
Posso usar essa pequena história, como um manifesto em sua homenagem, e tenho certeza será assinado por todos que o conhecem. 
Por fim , gostaria de te dizer Henrique, que é uma grande honra ser seu amigo e parceiro no projeto de transformação do mundo, ao compartilharmos uma visão mais solidária, com valores mais altruístas, mesmo nadando contra a maré da desventura humana. Que Deus te dê uma vida longa e plena para ti e tua família! E mais uma vez agradeço pela tua presença fundamental na vida de teus amigos.

K.Kampus