terça-feira, 5 de agosto de 2008

Água em MARTE (por Kkampus)

Água em Marte.

Na semana que passou, a mídia internacional noticiou a descoberta de resquícios de água em Marte e em uma das luas de Saturno. Qual a importância disso para a comunidade científica. É obvio para qualquer ser humano com o mínimo de capacidade intelectual, leva-nos a pensar da possibilidade de encontrar vida extraterrena, tão próxima de nós, diante da imensidão do universo, além de permitir ter um entendimento de como evolui a matéria nas condições atmosféricas de cada planeta, remetendo-nos a um passado longínquo da Terra. É claro que embutido nessas leigas assertivas há trabalhos de brilhantes cientistas, que dedicam a sua vida inteira para que os pobres mortais possamos ter só o sumo acapno dessas descobertas.
Contudo, olhando o mundo terrestre mais real, mais humano, vejo o quanto nos desconhecemos, o quanto precisamos evoluir mais, para que nos seja legitimado o desejo de galgar passos no espaço sideral. O planeta se arrasta, dando sinais de que não agüenta ser usurpado em seus recursos, que os elementos utilizados de maneira desordenada atentam contra nossa sobrevivência. Assim, questiono: porque buscar água em outro planeta, se não conseguimos trata-la na Terra como bem valioso? Aonde vai o homem com seus abusos tecnológicos, a demandar mais e mais energia, deixando um rastro de lixo que não podemos colocar debaixo do tapete terrestre? A modernidade, ou a vanguarda de pensamento ecológico me parece tão antiga; nossos índios, considerado bárbaros pelos europeus que aqui chegaram, tinham valores mais civilizados; na sua ignorância, o índio guardava uma estreita relação de amor e respeito à natureza, enquanto os ditos civilizados mantêm há séculos a postura de exploração_ da natureza, de homens, de idéias.
É necessário que se mude o foco, que o prazer humano, motivo do avanço das tecnologias, mas falho em proporcionar felicidade, seja abdicado em honra da sobrevivência de todos. Enquanto cada um de nós não tiver como valor máximo, a continuidade da nossa existência, não podemos nos acharmos evoluídos, nem mesmo merecedores dessa existência, pois o abismo do fim da nossa espécie, assim como aconteceu com supostas civilizações antigas, encontra-se aberto e crescendo, engolindo-nos como um buraco-negro. Que acordemos antes que o fim seja uma entropia, e aí de nada adiantará água em outro planeta! Quem nos salvará?

K.Kampus