quarta-feira, 12 de março de 2008

Um pouquinho de música...


Uma e trinta da manhã de uma quarta feira e, minha amiga, companheira, mulher, cumplice, Adriana, resolve fazer-me uma pergunta, mas logo faz uma ressalva: Responda no Blogger, pois você fala muito e cedo vou ter que acordar. E completou - Fale-me sobre a música, pois sinto-a muito importante prá você. Puxa, que tarefa. Seria tanta coisa prá dizer que certamente não caberia aqui. Mas não custa tentar. Então volto a minha infância onde sempre fui um apaixonado por duas coisas, futebol e música. Lembro-me com saudades das caixas vazias de bolachas biriba que seu "tabuleiro", dono de uma Venda dava-me de presente. Fazia dela parte de minha bateria, onde os pratos eram de tampa de goiabada, dois pedacinhos de pau, um vidro velho do desodorante "Moderato" e estava montado o conjunto. Meu irmão mais velho, Cesar, não gostava muito da invenção, portanto não participava. Meu irmão mais novo, talvez ainda nem tivesse nascido. Então eu tinha que me virar. Sentia-me o tal quatro em um, era o Ringo, Mcartney, Lenno, George. Era também o Roberto Carlos e, por aí vai. Então muito cedo travei esse encontro com a música e por consequência, gostava do que minha mãe gostava. Gal, Roberto, Bethânia, Caetano, Elis, Gil, Moacyr e muito instrumental. Com o passar do tempo, fui notando que a música já estava fazendo parte de minha vida de uma forma indispensável. Comecei então a ter interesse em descobrir muito mais do que já conhecia. Não sei se foi um erro ou um acerto, acreditar quando algumas pessoas apontavam dizendo: "Conhece muito" rs. É interessante, acho que me ajudou. Então a música apresentou-me Pablo Milanés, Chico, P.Mauriat, Toots Thielemans, J.Bosco, Vangellis, Giorgio Moroder, Depeche mode, N.Gonçalves, Dolores Duran, New Order, U2...... Putz, são tantos. Mas o que mais aguçou o meu amor pela música, foi principalmente quando preocupei-me em decifrá-las por completo. É, porque para mim, a cada música, cabe uma estória. Tanto nas canções letradas como não. Nesse tempo todo meu embarque nesse mundo musical foi tão benditamente radical, que hoje me pego citando letras que por si, falam de forma mais coerente e clara, o que eu gostaria de dizer. De todos quem mais me ajuda é o Chico, seguido por Caetano e uma turma extensa por demais. O mais engraçado em tudo isso é que algumas canções me atingem de uma forma que provavelmente está muito distante da proposta do Autor. A saber: I Will Survive soa-me nostálgica, triste. It'a sin(Pet Shop Boys) também, Enjoy the Silence(D.Mode) é outra. São músicas maravilhosas, mas que eu as ouço e sinto assim. O Paul Mauriat e o Toots Thiellemans me transportam. A Elis, eu amo, mas o que me passa é tão grande, que evito-a, nunca ouço a Elis estando só. Seria aquela coisa, de quando o que é misterioso demais a gente não ousa questionar. É isso, é isso mesmo, a Elis Regina é assim. Mas amigos, é muita coisa prá falar, não cabe aqui. Quem sabe no meu blog musicaemtomaior, eu resolva contar em capítulos essa "histórinha". Ah, ia me esquecendo, a Adriana falou-me o quanto a música parece com o perfume, quando sentimos o aroma de um perfurme este nos transporta exatamente para um instante onde o sentimos antes. É verdade. A grande diferença é que o perfume não nos surpreende, não provoca tantas emoções e mora do lado de fora.