quarta-feira, 5 de março de 2008

Sobre Sérgio (Por Wesley, em nome de todos nós)



Sobre Sergio:

Alguém definiu a vida como o espaço finito compreendido entre o nascimento e a morte. Assim esses dois eventos são inerentes a nossa existência. A duração dessa vida é variável. Como projeto segue-se uma trajetória com uma perspectiva longa de vida. Contudo a certeza do dia da morte não esta sobre nosso controle.
Sergio, um rapaz novo, cheio de vida, precocemente foi ceifado do nosso convívio. Seu Didi , Dna Flor de Liz, houve uma inversão da ordem natural das coisas, imaginamos o quanto é vossa dor, pois temos como amigo, a consciência da falta, do quão distante o Sergio está, e dói bastante essa saudade, medir a distancia, saber que não podemos toca-lo alem da lembrança ( como dizia o Beto Guedes, ídolo da nossa juventude). Aliás Sergio gostava de músicas, de rock progressivo , dos Beatles, e de Erasmo Carlos( pelo menos de “Mesmo que seja eu “ é certo!).
No tempo das aulas de ciências do Maristas, quando a professora falou dos sanguessugas e Sérgio “entendera” mal, acho que de propósito e falou “sapo sunga” na classe... foi uma risada só; daí ficou seu apelido “sergio sapo-sunga”.
Acho que todos tem em suas mentes , as gargalhadas do Sergio, alguma recordação de suas traquinagens. Como ter quebrado o telhado da quadra de baixo do Santa Teresa, segredo guardado por outro colega em cumplicidade. Pedro, colega que mora longe não deve esquecer o dia que tropeçou na carteira que colocamos em frente a porta da sala de aula, pois Sergio tinha descoberto que tal colega entrava na sala com a cabeça virada pro corredor. Foram muitas historias de riso. Chorar aqui é um tanto contraditório com a vontade de rir, lembrando dos nossos bons tempos.
Na rua são pantaleão, onde morava na infancia, passeávamos de bicicleta, íamos nas casas de outro amigos (jakeane, luis henrique , wesley). Percorríamos as pistas do anel viário em construcao.
Na adolescência, alem do futebol, colocávamos no corredor polonês, quem falasse bobagem na aula. Nos chamávamos pelo nome da mãe de cada um.( Coisa de moleques)
A vida, como dizia Jorge , virou verdade, e caminhamos separados, cada um cuidando do seu futuro; Mas sempre com um olhar fixo no bem-querer, no reconhecimento que os melhores amigos eram aqueles. Se te faltamos Sergio, perdoa-nos! mas achamos que você era um dos nossos, não precisava de passaporte para estar junto. Pena esse tempo ter passado, mas siga tua viagem, salvaguardando nosso desespero, que pelo menos nesse reencontro com os teus possamos nos redimir de nossas ausências, que possamos trazer um pouco de conforto aos teus familiares, e que eles saibam que tu continuas vivo, bem vivo , no amor que teus amigos tem por tua existência.
Segue em paz amigo! Um beijo da turma toda.