quarta-feira, 5 de março de 2008

Um amigo nas palmas das mãos de Deus...


Conhecemos o Sérgio numa época mais feliz de nossas vidas. Éramos meninos aprendendo a engatinhar, tudo novo. Farda nova, livros novos, bolas, raquetes, piadas, rivalidades e amor, muito amor. Fazíamos daquela escola a extensão de nossas casas ou melhor, nosso recreio de seis horas diárias. Inventávamos trabalhos para estarmos ali também em outros horários. O Sérgio, tratou de se apresentar a nós sem dizer uma só palavra. Estendia no seu rosto um sorriso que dispensava qualquer palavra. Ninguém valorizava mais uma piada, uma brincadeira do que o Sérgio. Ele não se conformava em aplaudir ou simplesmente rir. Tinha que gargalhar, tinha que sorrir muito. Era a forma que ele acreditava e encontrava de dizer-nos o quanto gostava da gente. E sempre entendemos isso. Até desconfio que por inúmeras vezes apelávamos pelo seu sorriso, para tratarmos de sorrir também. Sérgio querido, você me fez muito bem. Sérgio querido, você nos fez muito bem. Agora, chegou a hora do nosso bom Deus desfrutar de tão boa companhia. Certeza temos que o seu sorriso será o seu cartão de apresentação, transparente e honesto, infantil mas maduro. As nossas lembranças serão sempre as melhores. E a nossa paz, descança na sabedoria daquele que embala em seus braços, nosso Sérgio, que a gente tanto amou!