quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Tá na hora

Tá na hora de voltarmos,
Na hora de vomitar, o queijo, desleixo da lama no leite 
Tá na hora de votarmos
Na hora de cuspirmos, nas velhas cédulas sujas, imundas, recordando deleites
Tá na hora de voltarmos,
Na hora de cantarmos será que ele é?
Ele é, ela é, nós somos...
Tá na hora de votarmos,
Na hora de assumirmos essa nossa maldita cultura, que te fez assim
Tá na hora de voltarmos a fantasia que um dia alguém sonhou,
e num canto, encanto, perguntou: Se lembra do futuro que a gente combinou?
Tá na hora de votarmos,
Na hora da mentira absurda, gritante, falante nos altos falantes que eu não tenho como não ouvir
Tá na hora de voltarmos,
Na hora de novamente sermos fetos, porque pra esse mal não tem vacina,
e os insetos que nos picam,  são os mesmos que fazem de nós chacina