terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Globalização da ética (por Kkampus)

Antes de tudo, a palavra é hipocrisia. Ao fazermos uma análise nem tanto profunda do quadro social em que estamos mergulhados vimos passivos o que as sociedades se transformaram nos últimos anos.A globalização e suas armas criaram um ambiente propicio para que as relações pouco éticas se desenvolvessem. Nem sei se na verdade houve um real desenvolvimento dessas relações ou se apenas elas se tornaram um pouco mais transparentes. Assim essa transparência que no momento nos parece mostrar um verdadeiro caos, onde a lama inunda os porões e os salões das instituições, a nosso ver é um cenário construído paulatinamente com o aval dos falsos moralistas, que me parece ser a maioria.
Todas as relações pessoais, profissionais, comerciais são regidas pela lei do mais forte (ou lei da selva), pela lei do menor esforço (ou lei do Gerson), que estão entranhadas nas leis capitais atuais do dito mercado. Pra vender, pra ter lucro, tem-se que diminuir custos, ser competitivos, isso significa passar por cima, atropelar, jantar o outro, usar de praticas sub-reptícias, canibais. Sobreviver nesse panorama é assimilar essas leis ou morrer de fome. Os governos não são mais tão soberanos, há tempos são reféns dos conglomerados empresariais que agem patrocinando campanhas para criar braços políticos que depois passam a legislar a favor de seus interesses. Quando fala-se em empresas, estão incluídas inclusive aquelas que servem ao crime organizado.Será se ainda acredita-se na força do povo, no governo para nós? Ora é muita tolice acreditar nisso, é preferível vestir-se da mais bela hipocrisia. Olhamos isso todo dia, no pequeno universo de nossas vidas. Mas``o inferno são os outros!``. Quem não se pactua, quem não vende a alma pro diabo, amarga o verdadeiro inferno, ou o céu da resignação cristã. Quantos podem vencer com as oportunidades honestas que a sociedade oferece? Como se constrói uma empresa ou um homem de sucesso? Ora, todos sabem que a retidão te faz um “otário”, e que virtude é a capa social da utopia, do sonho. Então, existe meia honestidade? Há alguém que chegou a algum patamar de poder sóciopolítico sem ter deixado rastros de corrupção,ou sendo ético e leal com seus concorrentes? De quem é o discurso? Os mesmos que detêm o poder são os mesmos que denunciam, que apontam. Onde está o dinheiro sujo oriundo das praticas comerciais ilícitas, do patrimônio publico?Estão nos mesmos paises que nos chamam de corruptos. A quem nossos governos tomam benção e lêem a cartilha para ter sucesso comercial ou não ser bombardeado por um pretexto qualquer? Ou acredita-se que somos livres? De onde vem o poder de nossos coronéis? Quem são os piratas?
Enfim, políticos são todos iguais , como na sabedoria jeca ``só mudam as moscas``. Por quanto tempo vão se repetir os escândalos? Direi que por longos e longos anos, independente do grupo que esteja no poder ; quem atira pedra hoje, com certeza tem o telhado de vidro.O que nos deixa mais desesperançosos é que globalizou-se a ética ou a sua falta, a estrutura é igual em qualquer lugar, os valores há muito perdidos. Vamos desinventar governos? Vamos criar um partido anarquista!? Um partido que tem dia pra acabar, quando acabarem-se os governos. ``O homem livre nada deseja``. Fujam do consumo! Rejeitem os reis, se puderem. O mal por si se destrói! A filosofia há anos já disse tudo. A historia é o testemunho de que nada é inédito, tudo se repete.no fim o progresso nos destruira :
“ Terra... tão te maltratando por dinheiro!”

K. kampus