terça-feira, 20 de março de 2012

A saudade que gosto de ter




A saudade que gosto de ter.

...”Se eu tentasse entender, por mais que me esforçasse, eu não conseguiria...”
Agonia era a música dos tempos dos festivais, dos tempos que a gente era quase inocente. Quem da agenda poderia ligar para lembrar: meu parceiro de crônicas blogueiras, (nem sei se isso existe.)
Quase um milhão de risadas, a dar câimbras em nossas barrigas de tanto exercitar a memória e o riso.
Não sei por onde anda os outros, por onde anda Sérgio “Sapo-Sunga”, que tanto lembrei esta semana.
Lembramos de um tempo onde cada um era conhecido pelo nome e apelido de suas mães, e isso não era “bulling”, era uma doce diversão.
Descobri depois de tanto tempo, que calango e troíra , além de serem irmãos, eram irmãos do mesmo filho-duma-égua que lhes tinham apelidado (Sérgio)
A quadra de baixo, cujo telhado foi quebrado, após o Sérgio correr sobre a “Brasilit” depois de ter jogado a lata de guaraná Jesus na casa de uma moça que saíra do banhop , do outro lado da rua , vizinha ao colégio.A risada inconfundível de sapo me cobrando apoio e segredo `a sua traquinagem.
Tempo, ah! Tempo!A brecha do universo paralelo, ou as portas abertas de nossas lembranças.
Vejo passar o filme de Pedro entrando no Básico 12, igual Ronaldinho Gaúcho, olhando pro lado e entrando na porta pelo outro lado. Sergio descobriu isso e sacanamente colocou uma carteira na entrada da porta, antes do Pedro chegar; não deu outra: Pedro se estatelou ao repetir o ato de todo dia. Pedro, Pedro,até hoje com problemas renais (segundo ele0 de tanto levar porrada no “Sepa” , principalmente de Manoel Jonas.Não adianta procurar entender o que é Sepa, só entende quem viveu.
Bob Dylan, Roberto Carlos, Erasmo, e “a massa”, “rasta pé”. Sem esquecer que alguém roubou meu “ compacto” de Starting over do John Lennon:filhos duma égua; ou foi Henrique ou Sérgio. Quase já esqueci disso (mentira!)
“Arara”...”viva o gordo” , e tantos apelidos aos professores , que renderam   um bocado de chamados a sala da direção. Eu , um quase “cdf” e esses meninos problemáticos, que olho desta distancia, e os rotulo como vivos, deliciosamente vivos, imensamente vivos, a devolver meu riso mais farto e pueril.
Durmo hoje com minha infância , com meus amigos embalando meus sonhos, com a saudade que gosto de ter.
Um beijo em todos eles, onde quer que estejam. Wesley, K.Kampus ou Rato.