segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Espelho, espelho meu...

Aqui não caberá generalizações. Alguns se salvam. Mas quero fazer alguns comentários sobre o Estado do Maranhão. Posso ficar bem a vontade, pois sou maranhense. Daqui provavelmente não sairei, pois pago meus pecados mais rapidamente e minha ida para o céu será mais breve. Você certamente já ouviu falar nisso daqui. Belas praias, clima tropical quente, cozinha de primeira, folclore, arquitetura histórica e um bom português. Deus foi muito generoso dando-nos um território imenso, com terra boa muita água e nada de seca. Vamos agora à página 2 (dois). As praias são imundas, a cozinha é cara e suja, o folclore é esquematizado pelos governantes (muito dinheiro, caixa dois), a arquitetura é menosprezada como um fusca velho que deixa-se cair e depois se levanta uma fortuna para aparentemente recuperá-lo. Em suma: é fachada. E o que sobra mesmo é falta de educação e preguiça. A indolência atinge a todos, desde os jovens até os mais velhos. É a terra onde vocês aí de fora devem querer distância. Se for você pra acompanhar seu time de futebol que por um milagre vier jogar aqui, podem vim sem medo, temos preguiça de torcer, somos pacatos. Se for pra morar, não pense nem uma vez. Fique onde estar, qualquer coisa é melhor do que isto. Aqui os valentões de araque estão às soltas perambulando pelos sinais vermelhos que desrespeitam sempre. Prostituição? e como! em todos os setores, em todas as idades. O Maranhense em sua grande maioria não é confiável. Se você quiser nos visitar arrisque-se, mas o melhor é vim só até o Piauí. Agora, sinto que você deve está ansioso para que eu fale da Política nossa. Mas lamento decepcioná-lo. Deu preguiça. Pergunto: Espelho, espelho meu, existe um Estado mais canalha que o meu?