sábado, 14 de fevereiro de 2009

Lágrimas

Cada lágrima que deitas é sentida por mim,
Cada instante que aproveitas antes de vir o fim,
Eu estarei cá para cumprir a minha promessa,
Por favor tu nunca vivas à pressa.

Elas vão tão rápido que eu não as ultrapasso,
Lágrimas de pedra, lágrimas de aço,
Congeladas e fumadas para a dor,
Quem terá sido o seu professor.

O coração, o famoso órgão da lição,
Parece que esta vida é em vão,
Vida é vida, ninguém está ausente,
Mas a tua perspectiva é tipo a de um cliente
Habitual, será que isto é natural?
Ou és forte demais para seres sentimental?

Sou filho da tempestade e tenho o céu como telhado,
Chamam-me maluco mas eu já estou habituado!

São lagrimas!

II

Desde a hora zero que é isto que eu espero,
Fazer com gosto tudo aquilo que eu quero.
Se tens o que basta, o necessário,
Então pára de te esconderes no armário.

Uma lágrima por cada bala,
Uma lágrima por quem já não fala.
Tens medo de alturas não ligues às vertigens,
E porque é que já não dão valor às origens?

Não podes fugir, não podes esconder,
Não podes fingir que é este o teu poder.
Poder da tentativa, visão subjectiva,
E as lágrimas encontram-se todas à deriva!

Queres a verdade? então vou ser franco,
o arco-íris que eu vejo é a preto e branco!
Para ultrapassar é preciso coragem,
Sempre na expectativa de uma nova paisagem.

São lagrimas!

III

Quem me dera ver agora um sorriso,
Porque lágrimas eu agora já não preciso,
Nem economizo todas as minhas tristezas,
Não ligues á represália, porque as mágoas já tão presas.

Conspirações, manipulações sem perdões,
Tanta coisa que acontece e causa transformações.
Surge a mudança, a pessoa nova,
Pessoa nova uma ova, porque esta pessoa vai Comigo para a cova.

Que a tua alma pega em ti e dá-te uma sova, Porque ela não te aprova,
Eu sou a prova, já sou como sou à muitos anos,
O ego é o maior causador dos nossos danos.

Nós somos humanos, castigámos e inventamos,
E perdemos mais do que aquilo que damos!!!

São lagrimas! hacs