quinta-feira, 28 de junho de 2007

Há em mim...


Há em mim uma tristeza abafada, escondida em algum lugar. Há em mim uma alegria adiada, uma euforia danada que nem sei como explicar. Há em mim! Rebusco os cantos de minha alma tentando descobrir alguma coisa que deva existir prá acalentar meu espírito, para acalmar os meus prantos que são tantos que nem dá para contar. E essas dores malvadas, que também se escondem na alma que por pura covardia não me deixam confrontar. Aí, é um reboliço medonho, um redemoinho tristonho, uma loucura enfática, uma viagem dramática, um quase fim sem nunca findar. Há em mim um desejo no peito, uma busca de um leito que me faz praguejar. Há em mim uma esperança incontida, paliativando minha vida, prá eu poder respirar. Mas recupero a consciência, me encho de decência prá poder acordar. Eita! mundo medonho, covarde e tristonho a me esperar. Recuperando a esperança, levando feito criança a alegria de um brinquedo novo que tardará a chegar!